Cubanos querem ficar no Brasil e trazer suas famílias, mas ditadura não deixa

Pedro Ribeiro


 

As discussões sobre a saída dos médicos cubanos do Brasil têm preocupado uma parcela da população que acaba culpando o presidente eleito, Jair Bolsonaro, por um possível desfalque no sistema de saúde do país.

Alguns médicos paranaenses e diretores do Conselho Regional de Medicina, que conversei, nos garantem que isso não vai acontecer, pois existem muitos médicos residentes em busca de emprego, além de milhares de outros formados no exterior, mas que não podem atuar no Brasil se não fizerem o Rivalida.

Claudio Humberto, do Diário do Poder, diz que a decisão da ditadura cubana de retirar seus médicos do Brasil, até o fim do ano, provocou uma corrida de pedidos de asilo e recebimento integral dos R$11.540 pagos pelo governo brasileiro.

Segundo ele, a ditadura confisca mais de dois terços do valor, deixando aos médicos apenas com R$3 mil. E ainda os proibiu de trazerem suas famílias, mantidas em Cuba como reféns. O presidente eleito Jair Bolsonaro, por razões humanitárias, está disposto a acolher os cubanos.

O governo não divulga números da corrida por asilo político, a fim de evitar perseguição de espiões cubanos que os vigiam no Brasil.

Os médicos em geral estão satisfeitos no Brasil e não querem retornar à vida de privação. Há um ano, quando não se falava em cancelar o acordo, 180 cubanos pediram asilo e salário integral. Em dezembro, passavam de 300.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal