De olho na passagem do transporte coletivo. Há algo errado com o preço.

Pedro Ribeiro


 

Enquanto se discute a questão dos fura catracas que, segundo os empresários do setor de transporte coletivo tem causado enormes prejuízos diários, o deputado estadual, Ney Leprevost, coloca o dedo direto em outra ferida:

Se a Prefeitura de Curitiba reduziu o valor da tarifa técnica do transporte coletivo de Curitiba para R$ 3,79, por determinação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, por que a mesma prefeitura não reduz o valor da passagem? Quem questiona é o deputado Ney Leprevost que ainda se sente lesado por ter perdido as eleições para Rafael Greca.

Está no seu papel e tem a população ao seu lado, pois o preço da tarifa pago pelo passageiro, desde fevereiro deste ano continua R$ 4,25 e, no reajuste anterior, o valor da tarifa técnica tinha passado de R$ 3,98 para R$ 4,03. Ou seja, o novo valor ficou menor do que era. A margem que fica com a URBS passou então para 45 centavos.

Leprevost já protocolou expediente na Prefeitura Municipal de Curitiba cobrando explicações sobre o por quê do valor da passagem do transporte coletivo não ter sido reduzido também para o usuário. Na sua avaliação, “o valor da tarifa técnica uma hora sobe, outra baixa. Mas isto só vale para a URBS e para as concessionárias do transporte coletivo de Curitiba. Para os passageiros continua tudo igual.

Segundo o deputado, “eles continuam pagando os mesmos R$ 4,25 decretados por Rafael Greca no dia 6 de fevereiro deste ano.  Antes o valor da tarifa que ficava com a URBS era de R$ 0,22 e agora subiu para R$ 0,45, o que significa um aumento de mais de 100%. A população não pode ficar pagando para engordar o caixa da URBS. Estamos cobrando da Prefeitura a redução do valor da passagem para os usuários do sistema de transporte coletivo”, disse.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal