Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Defesa de Lula pede habeas corpus e juíza Gabriela Hardt começa a julgar denúncia do sítio de Atibaia

Enquanto a juíza substituta do juiz federal Sergio Moro, Gabriela Hardt, dava continuidade ao processo do Sítio de Atiba..

Pedro Ribeiro - 06 de novembro de 2018, 08:11

Enquanto a juíza substituta do juiz federal Sergio Moro, Gabriela Hardt, dava continuidade ao processo do Sítio de Atibaia, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria supostamente envolvido em propinas para reformas da estrutura da área, sua defesa ingressava com um pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em busca da liberdade do petista.

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Na defesa, citam o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e aceito por Sergio Moro para se tornar ministro da Justiça e Segurança Pública no próximo governo, como fato novo no processo, acusando Moro como potencial de alterar o resultado das eleições presidenciais. O documento é assinado pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins.

Todos sabem que Moro não participou do processo eleitoral e a justificativa da defesa é relacionada à delação do ex-ministro Antonio Palocci, à qual o juiz da Lava Jato afirmou: "não fui eu quem fiz delação e sim Palocci". Agora, caso Lula seja responsabilizado pela "ajuda financeira" para as obras do sítio, o ex-presidente poderá ser condenado e, desta vez, não será Moro o responsável e sim a juiz Gabriela Hardt.

Em relação à sua participação na política, Moro afirmou, nesta segunda-feira, que não há “demérito” na atividade política, mas que seu trabalho no Ministério da Justiça será técnico, e não político. “Não me vejo ingressando na política, não me vejo como um político verdadeiro, vou para o Ministério da Justiça mais a Segurança em uma posição mais técnica. Isso envolve uma certa política, conversar com as pessoas”.