Depois da Cloroquina, agora  Bolsonaro quer spray

Pedro Ribeiro


Alceo Rizzi

Não houve um momento sequer em que o presidente tenha declarado ter feito algum contato direto com governos de países de laboratórios que produzem vacinas contra Covid para facilitar remessas, seja China, Estados Unidos, Rússia ou o do Reino Unido.

Agora diz que a Anvisa vai receber pedido de um spray nasal para tratar casos graves da doença, desenvolvidos por Israel, depois de conversar com seu primeiro-ministro. Um produto sem a devida comprovação científica por organismos sanitários internacionais.

Antes, parece deixar esperar que todos sejam infectados, para depois tratar da doença. Sobre seu empenho em conseguir mais vacinas para o País, nem um pio. Israel já imunizou mais da metade da população com vacina, deve estar com estoque encalhado de spray.

Antes, presidente embarcou na cloroquina a pedido do ex-presidente dos EUA que queria desovar seus depósitos e também produzida depois aqui, agora também encalhada em quantidade capaz de suprir necessidade por mais de 10 anos no tratamento da malária e lúpus, segundo estimativa de especialistas da área.

Foge ao senso de pertinência e responsabilidade. É também admissão de a pandemia estar fora de controle.

PERDA DE TEMPO

Perda de tempo os governadores desejarem reunião com o Ministério da Saúde para que haja definição de cronograma efetivo de vacinação ou autorização para Estados fazerem compra direta de laboratórios e realizarem suas campanhas de imunização.

Se eles não orientarem suas bancadas de deputados e o Congresso não fizer pressão direta em cima do governo pela presidência, vai ser tempo jogado fora. General e Ministro da Saúde, além de desqualificado e omisso, já deu demonstrações exaustivas de que não apita nada, apenas obedece ordens enquanto o presidente demonstra estar mais interessado em flexibilizar a compra de armas e munições.

Parece que chega-se a um ponto em que apenas a desobediência civil comandada por eles pode resolver alguma coisa. Ou o País vai continuar na angústia de não saber quando pode acabar, enfim, esse circo macabro e o espetáculo de horror e delinquência a que está sendo submetido.

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal