Depois do ônus e alto preço político, Richa quer acertar o passo na área da comunicação

Pedro Ribeiro


“Em Brasília, quando deputados, senadores e governadores me perguntam como vai o Paraná, eu respondo que o Estado vai muito bem, mas eu vou mal. Esse é o ônus que temos que arcar quando tomamos decisões duras em benefício do Estado e de sua gente, visando um futuro promissor”. O desabafo, em tom de brincadeira, foi feito pelo governador Beto Richa, durante almoço com o empresário Joel Malucelli, que apresentou ao governador os diretores das empresas de comunicações do grupo.

Essa pequena mágoa parece não incomodar o governador que lembrou de suas ações para tirar o Estado da crise, se antecipando a problemas mais sérios e que outros estados vem enfrentando hoje, principalmente com a falta de recursos financeiros. Richa promoveu ajustes fiscais que provocaram reações junto a empresários e adversários políticos na Assembleia Legislativa e teve que pagar um preço político alto por isso.

Em relação ao movimento dos professores, disse lamentar que grande número está a serviço do PT, cujo objetivo é conturbar, promover arruaças e jogar a população contra o governo. Esquecem os professores, disse, que o único Estado que concedeu aumento à categoria foi o Paraná. Ele lamentou, mais uma vez, a constante investida de radicais que tentam minar as ações do governo na área da educação, “o que mais preservamos no Paraná”.

O governador também citou os investimentos no Estado que somam mais de R$ 5 bilhões. São R$ 2 bilhões da Klabin, perto de R$ 2 bilhões da Copel e outros R$ 2 bilhões da Sanepar, além do Porto de Paranaguá. A Copel e a Sanepar são consideradas hoje as duas melhores empresas do Brasil em seus respectivos ramos. “Nossos investimentos não param por aqui. Vem mais R$ 2 bilhões de empresas ligadas a duas montadoras e também estamos recebendo consultas de empresários do exterior que confiam e querem investir no Paraná”, disse.

Ao responder à pergunta do empresário Joel Malucelli sobre “como o governo faz tantas coisas, como o senhor está revelando, e nós não temos conhecimento ou, quando temos,l são bem superficiais?”, Richa fez uma “mea culpa”, dizendo que seu governo vem pecando, nos últimos anos, na área da comunicação. “Ainda não acertamos o passo”, lamentou. Agora a Comunicação Social do Governo está nas mãos do jornalista Deonilson Roldo, com experiência em governos anteriores, como do próprio Richa na Prefeitura de Curitiba e de Jaime Lerner no Governo do Estado.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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