Dilma, a Criatura, o nome do filme

Pedro Ribeiro


Para fortalecer o cenário do filme de horror que está sendo protagonizado no Senado Federal pela petista Dilma Rousseff, desembarcaram nesta manhã em Brasília o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem um papel de “salvador da lavoura” e o roteirista da música, Chico Buarque da Silva. Ao lado de Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, os atores preparam a película que, certamente, será campeã de bilheteria. “Dilma, a Criatura”, deverá ser o nome do filme e caberá à Gleisi Hoffmann o papel de barraqueira de plantão. Todos deveriam lucrar se a Lei Rouanet não estivesse com os dias contados.

Não adianta esperneio, Dilma Rousseff, com golpe ou sem golpes, será atropelada da política brasileira e seu legado morrerá no limbo, talvez, no Rio Grande do Sul. Quanto a Lula, vai continuar lutando por um significativo percentual de votos que ainda lhe restam. Mas, para seu sucesso depende da Lava Jato do juiz Sergio Moro.

Embora tenha mudado um pouco o tom da voz, o senador paranaense, Roberto Requião, continua afirmando que o país será dominado pelo capital externo, em especial os banqueiros. Fala, mas não prova nada. Apenas fala. “Essa crise não é só do Brasil, começa na Europa, com o estado social do direitos das mulheres e dos trabalhadores. Primeiro, a precarização do Executivo, que passa a ser substituído. O Parlamento contaminado por financiamento de empresas de campanha, terceiro e mais terrível tripé é precarização do trabalho”, disse Requião.

No final desse filme, o mordomo também deverá sofrer as conseqüências de ter participado por mais de quatro anos do governo que promoveu pedaladas, cometeu crime e usou e abusou do caixa dois para campanha. Não será nada fácil para Michyel Temer. Podem apostar.

pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal