Diogo Castor deixa a força-tarefa da Lava Jato

Pedro Ribeiro


 

O afastamento do procurador da República Diogo Castor de Mattos da força-tarefa Lava Jato, criada em abril de 2014, pode estar relacionado a críticas que vinha fazendo a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).  Em artigo publicado no site O Antagonista, Castor de Mattos afirmou que a Segunda Turma do STF, da qual faz parte o ministro Gilmar Mendes, ensaiava “um golpe” contra as investigações de corrupção.  Tudo começou em  razão do julgamento que definiu a Justiça Eleitoral como foro para conduzir processos da Lava Jato sobre crimes ligados à prática de caixa dois.

Em nota, a força-tarefa “agradece a Diogo Castor pelos cinco anos em que se dedicou, com excepcional esforço, às investigações da Lava Jato”. Os reais motivos de sua saída não constam na nota oficial. O comunicado informa que, desde fevereiro, os procuradores Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara e Alexandre Jabur, dos núcleos de combate à corrupção do Rio de Janeiro e Amazonas, se juntaram à força-tarefa em Curitiba.

Diogo Castor atuou em investigações de grande repercussão, como as Operações Piloto e Integração I e II, focadas nas relações entre agentes públicos do Paraná e concessionárias de pedágio. Em duas operações, o MPF pediu e o juiz da 23.ª Vara Criminal Federal, Paulo Sergio Ribeiro, decretou duas prisões do ex-governador Beto Richa – uma em setembro de 2018 e outra em janeiro passado.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.