Do caviar ao bandejão e o fim da impunidade

Pedro Ribeiro


 

Enfim, no Brasil, a lei passou a ser, efetivamente, para todos. As palavras como corrupção, impunidade e cadeia estão, hoje, na boca de crianças, jovens, adultos e idosos. Nas ruas, salas de aulas, bares, igrejas e nos lares, houve o despertar do exercício da cidadania entre os brasileiros que, há muito, não acreditavam na justiça e na punição aos que praticam atos ilícitos – principalmente os peixes graúdos, como políticos e empresários.

Os brasileiros parecem ainda não acreditar que homens poderosos como o empresário Marcelo Odebrecht, um dos mais ricos do país, está na cadeia, no Complexo Médico Penal de Curitiba. Ali, seus filhos, ao fazerem visitas, levam tabletes de chocolates ao pai acostumado a champanhes e caviar a bordo de aviões e iates e que hoje faz suas refeições em bandejões. Ao seu lado, colega de cela, o também nada menos poderoso na política, José Dirceu.

Essas duas personalidades da vida pública e privada brasileira terão, em breve, novos companheiros de cela como o homem que revolucionou a política no país, chegando de um barracão de metalúrgica à Presidência da República. Sim, Luiz Inácio Lula da Silva também deverá ser preso, assim como Eduardo Cunha e dezenas de outros políticos e empresários que saquearam a Nação.

Isso graças, enfim, à justiça, ou aos procuradores e todos os que participam da Operação Lava Jato que agem com mão de ferro sob o império da lei. O juiz Sérgio Moro e a tropa de choque da Lava Jato são, evidentemente, controlados por instâncias superiores, portanto, sob a proteção da lei. São, também, protegidos pelo manto da sociedade brasileira que passa, finalmente, a acreditar que o País será, um dia, livre da ação da bandidagem.

 

 pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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