É golpe. Gasolina sobe de novo

Pedro Ribeiro


 

Se a inflação é uma das mais baixas dos últimos anos, não chegando a 5% ao mês, como entender o reajuste semanal nos preços dos combustíveis? Esta é um pergunta que não quer calar e está na pona da língua de todo mundo. À primeira impressão que se te é que o governo ajusta o preço dos combustíveis para fazer frente ao saque na Petrobras com corrupção que praticamente destruiu a empresa e seu patrimônio. Mas não é isso.

O preço médio do litro da gasolina subiu pela sétima semana consecutiva, de R$ 4,052 a R$ 4,053 reais batendo recorde no ano. Os dados são de levantamento Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado junto a 3.153 postos. O etanol e o diesel também subiram.

O valor do combustível cobrado ao consumidor é definido livremente pelos postos, mas a Petrobras reajustou os preços cobrados das distribuidoras na refinaras em 2,97%, em cinco ajustes diários. As mudanças fazem parte da política da empresa adotada desde julho, e o preço da gasolina cobrado pela estatal subiu 24,78% no período.

O preço médio do etanol voltou a subir, após uma semana de estabilidade, indo de 2,827 reais a 2,852 reais por litro. O dado leva em conta pesquisa em 2.857 postos. O maior valor no ano até agora foi registrado em janeiro, de 2,931 reais.

O diesel subiu após ter registrado queda na semana anterior, e foi de 3,441 reais a 3,463 reais. Nas refinarias, o produto teve alta de 0,66% na semana, e acumula valorização de 18,87% no ano. pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal