É preciso agir, mas com prudência para evitar o risco da sedição

Pedro Ribeiro


 

O Brasil vive, nesta segunda-feira, uma grande expectativa em torno de ameaças de golpe, com viés para violência e baderna, com atos programados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para amanhã, Sete de Setembro, contra o Superior Tribunal Federal (STF), por não concordar com suas exigências como mandatário da Nação.

O Dia da Independência poderá se transformar no “Dia da Confusão”, com sérios danos à democracia e à imagem do país no exterior, já que há uma maciça mobilização do Palácio do Planalto neste sentido. Um país que, hoje, sofre com pandemia do coronavírus, com desemprego, miséria, inflação alta, falta de infraestrutura em diversos setores e uma e economia descontrolada.

Esperamos que não haja violência e que as manifestações, programadas para cidades de todo o país, sejam pacíficas e que tenham o espírito da busca por uma sociedade melhor, que busque o caminho certo para o crescimento e desenvolvimento.

Aristóteles e Bacon já aconselhavam: “o meio mais seguro de evitar sedições é afastar a causa, porque se o combustível estiver preparado, é difícil dizer de onde virá a fagulha que irá atear-lhe fogo”. (A História da Filosofia, Will Durant).

Que este milenar exemplo sirva de lição para os dias de hoje. Há que se cuidar, no calor das manifestações e dos discursos, daqueles que pregam a discórdia, que jogam gasolina no fogo, ou seja, os infiltrados, entre eles, esquerdistas, comunistas, direitistas e ou apenas baderneiros.

Ficamos, por hora, na expectativa de que tudo saia dentro da civilidade. Protestar, se manifestar, é um direito de todos os cidadãos.

Agora, a sedição é um risco que pode descambar para a rebelião contra a ordem estabelecida. Como sabemos, a sedição geralmente inclui a subversão de uma constituição e o incitamento ao descontentamento em relação a, ou a insurreição contra, a autoridade estabelecida.

É PRECISO AGIR

Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei Agora estão me levando Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo”. (Bertold Brecht (1898-1956)

Sim, é preciso agir, mas é preciso, também, prudência e principalmente inteligência. O Brasil é grande. Em todos os sentidos

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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