Em risco, o Estado Democrático de Direito do país. Cheiro de golpe

Pedro Ribeiro

Governadores e presidente do Congresso tratam a ajuda financeira para enfrentar pandemia

 

Não podemos, mais uma vez, nos calar diante de tantas investidas do governo central no sentido de golpear a recente e exemplar democracia brasileira.

Observo uma guerra estúpida e altamente nociva que poderá resultar em uma fratura de divisão entre esquerda, centro e direita, o que nos levará a uma consequente baderna. Temos que impedir.

O presidente Jair Bolsonaro, ao invés de governar o país, prefere atacar instituições como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) como fez agora, atingindo a honra do ministro Luiz Roberto Barroso ao chamá-lo de imbecil.

Ataca também o Senado por investigar supostas corrupções dentro do Ministério da Saúde.

Acuado e em desvantagem nas pesquisas de opinião pública, o presidente coloca em dúvida a segurança das eleições de 2022, afirmando que há grandes chances de não serem realizadas se não for pelo voto impresso, auditado.

Mas não mostra provas de que as eleições eletrônicas são fraudulentas, como sustenta.

O que vemos, hoje, é uma pobreza de propostas e de conteúdo, aliado à hipocrisia que não permite elevar o debate que o país precisa dentro da sua perspectiva de mudanças.

O Estado está envenenado, sem rumo, e o pior que ainda temos que assistir a vômitos de impropérios de usurpadores entrincheirados no Palácio do Planalto e no cercadinho do Alvorada.

Este patrulhamento ideológico, essa fala raivosa de provocação e deboche, só nos levam a um calabouço infernal, diante de um momento pandêmico delicado que já levou a óbito mais de 530 mil brasileiros.

Está na hora dessa gente pensar em estudar o Brasil antes de falar tantas besteiras, apenas por necessidade de se comunicar aos rebanhos submissos. São manifestações que afetam o Estado Democrático de Direito.

O que acontece hoje, aos nossos olhos, se constitui, sim, em crime de responsabilidade contra a probidade da administração.

O GOLPE PARLAMENTAR

Na mesma linha de raciocínio, o jornalista Alceo Rizzi observa que essa tentativa do presidente da Câmara dos Deputados, de puxar para pretenso debate a adoção de um sistema de governo semipresidencialista, com a aprovação de Emenda Constitucional, é cínica, extemporânea, e criminosa.

Tentativa de golpe branco parlamentar de um Congresso composto em boa parte por gente enrolada em denúncias de corrupção até o pescoço, se debatendo com processos judiciais, como ele próprio presidente da Câmara, que ainda assim inacreditavelmente ocupa o cargo.

Tudo para preservar o cartório patrimonialista de Estado que controlam com toda espécie de artimanhas para manter botins e prebendas outras, diretas ou indiretamente. E a tentar impedir eventual receio de desmonte com eleição de outro presidente que não seja possível estar sob seu jugo, como o de agora.

E como se houvesse de fato esse risco diante da candidatura que desponta na oposição como a mais forte, e acabasse a improvável zona de conforto na relação pecuniária, licita ou ilícita.

Propor semipresidencialismo agora, é golpe, é conspirar contra a democracia, tentativa de chicana criminosa para enterrar de vez o o País no abismo, com a eleição de um presidente que só teria poder de nomear o primeiro-ministro.

Ao contrário de se propor eventual parlamentarismo, que faria fortalecer os partidos programáticos, com propostas para o País, não os bandos de delinquentes travestidos nas mais diversas roupagens e que sempre se juntam para a pilhagem e a rapinagem do Estado.

E que, agora também ousam desejar presidir o País de pleno direito, ainda que de fato já o façam dado à insanidade e ao desequilíbrio de um presidente com idade mental de retardo adolescente. (Alceo Rizzi é colaborador do Paraná Portal).

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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