Estratégia de Ricardo Barros para eleger Cida governadora    

Pedro Ribeiro


 

 

O ministro da Saúde, o maringaense Ricardo Barros, que ao longo de mais de 25 anos de vida pública vem conquistando vitórias na arte e na ciência de se fazer política partidária e se consolidando como um dos políticos mais destacados do país, pretende fechar 2018 elegendo a esposa, Cida Borghetti, governadora do Estado do Paraná.  Para isso, nas horas vagas, longe do Ministério da Saúde, vem correndo o Estado, buscando alianças com deputados estaduais, federais, prefeitos e lideranças partidárias na esperança de atingir mais este objetivo.

“Gosto de fazer campanha. Gosto de estar junto às pessoas, pois é uma grande oportunidade para rever os amigos”, diz Barros. Participar de campanhas é um estímulo ao ministro que elegeu a filha Maria Victória, então desconhecida da população paranaense a deputada estadual e como boa votação à Prefeitura de Curitiba. “Tudo é aprendizagem na política”, pontua.

Barros é conhecido junto às lideranças políticas do Estado e do país, como habilidoso e que não deve ser subestimado. Para ele, não existe dificuldades. É um especialista em fazer alianças e conquistar adversários. Seus principais concorrentes ao governo do Estado, Ratinho Junior e Osmar Dias, sabem que estarão lidando com um especialista e começam a manifestar suas preocupações com os avanços do ministro em terrenos supostamente dominados. “Quero os dois ao meu lado no primeiro ou no segundo turno”, afirma Barros.

Embora com percentuais baixos – Cida Borghetti está com menos de 5%  nas pesquisas de opinião pública – isso não incomoda o ministro que garante. “vamos chegar a 5% em abril, quando a Cida assumirá o governo e a 20% em agosto, período das convenções”, afirma. “Com a máquina na mão, temos condições de unir forças. Esta é nossa expectativa”, observa.

Aos amigos concorrentes – não trata adversários como inimigos – disse que não “está fazendo negociatas com ninguém, mas apenas oferecendo oportunidades de alianças partidárias”. Para ele, Ratinho Junior e Osmar Dias são dois políticos competentes e amigos. “Por isso, os quero como aliados no primeiro ou no segundo turno”.

Barros aposta nas eleições da esposa ao Palácio Iguaçu e do atual governador, Beto Richa, ao Senado Federal. Provavelmente também estará à frente da campanha da filha à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal.

Recursos à saúde

         O  ministro Barros, que terá um dos maiores orçamentos do Governo Federal para este ano – R$ 130 bilhões – disse que 2017 foi um ano muito bom para a área da saúde, onde foram investidos R$ 7 bilhões no atendimento às demandas municipais e de custeio à saúde. Embora sem citar números, observou que o Paraná foi bastante beneficiado com recursos.

 

 pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal