Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
Compartilhar

Evo Morales se livra de abacaxi e entrega terrorista que Lula asilou no Brasil

Evo Moralez, o esperto índio cocaleiro que há 14 anos preside a Bolívia, deve ter dado um nó na cabeça de muita gente es..

Pedro Ribeiro - 14 de janeiro de 2019, 09:01

Evo Moralez, o esperto índio cocaleiro que há 14 anos preside a Bolívia, deve ter dado um nó na cabeça de muita gente esquerda latino-americana, principalmente do PT, que sempre o beneficiou quando esteve no poder no Brasil. Ele tratou logo de se desfazer do abacaxi que lhe caiu contra a vontade nas mãos e, sem piscar, resolveu de imediato despachar o terrorista Cesare Batisti para a Itália. Nem sequer cogitou em abrir processo para discutir a extradição ou conceder asilo ao criminoso italiano, ao contrário do que fez Lula como presidente, ao negar sua deportação e deixar que ele vivesse por 10 anos no Brasil.

ANÚNCIO

Moralez já havia surpreendido ao comparecer na posse do presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Deu uma banana para os petistas que se ausentaram em protesto e não compareceram á cerimônia. E, antes mesmo da eleição ser decidida, declarou que respeitaria o resultado e trataria de trabalhar em conjunto com o novo presidente, mesmo ele sendo Bolsonaro, apesar de achar que, “com Lula, tinha mais química”.

A química Lula/PT deixou que Moralez se apossasse das instalações e nacionalizasse o braço da Petrobrás na Bolívia. Mas, agora, como todo bom índio, ele sabe ler os sinais de fumaça para perceber que o ambiente não é mais favorável para a esquerda caricata do continente. Por isso tratou de mudar de faro e ser mais pragmático. E se lixar para o que pensam os petistas, mesmo tentando transitar ainda pela esquerda latino-americana.

É possível até mesmo que Moralez tenha buscado compreensão do mundo diplomático dos países envolvidos, para que Battisti fosse embarcado diretamente para a Itália, sem passar pelo Brasil. Provavelmente avaliou que seria grande e desnecessário desaforo para Lula e o PT deixar que Bolsonaro entregasse ao governo italiano um criminoso a quem o preso ilustre de Curitiba havia concedido asilo no país. Tudo que o índio não quer neste momento é apito, o barulho que está causando já é suficiente na esquerda caricata.

ANÚNCIO

Moralez demonstra ter senso pragmático, e talvez esteja fazendo uma meia volta, um afrouxamento ideológico, para tentar seu quarto mandado como presidente da Bolívia nas eleições previstas para outubro deste ano. E se aproximar mais dos eleitores dos espectros de centro e de direita de seu País para vencer a disputa com o ex-presidente Carlos Mesa, que já desponta na frente nas pesquisas que vem sendo realizadas.

Por isso imita os apaches e emite cada vez mais sinais trocados de fumaça.