Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Extinguir a Secretaria de Segurança Pública resolveria o problema da segurança no Estado

 Causou forte ruído junto aos órgãos estaduais de segurança pública do Paraná o documento encaminhado ao gov..

Pedro Ribeiro - 14 de setembro de 2019, 19:09

 

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Causou forte ruído junto aos órgãos estaduais de segurança pública do Paraná o documento encaminhado ao governador Ratinho Junior pelas entidades de representação dos policiais civis, sugerindo a extinção da Secretaria de Estado da Segurança Pública. A justificativa argumenta que a medida traria maior economia de recursos públicos e daria mais eficácia às ações de segurança pública no Estado.

Primeiro, foi um movimento nos quartéis da Polícia Militar que se sentiu alijada do processo de escolha do secretário de Segurança Pública, onde o governador Ratinho Junior foi buscar um nome no Exército, general Luiz Felipe Carbonell. Houve um descontentamento que foi ignorado pelo Palácio Iguaçu, pois saindo Carbonell a escolha foi de um outro militar do Exército, o coronel Romulo Pimentel.

O documento enviado ao Governo do Estado tem a assinatura  do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol).  Na Polícia Militar, há quem aprove a sugestão do policiais civis, porque os dois órgãos entendem que é preciso ter autonomia administrativa e financeira para gerir a segurança pública do Estado.

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Um coronel da ativa, que não quis se identificar disse que “é um absurdo o comando da Polícia Militar não ter autonomia para designar uma equipe, fora de sua área de atuação para uma outra região, porque não consegue liberar diárias para os policiais, pois depende de "autorização e assinaturas da Secretaria de Segurança”.

A sugestão ao governador visa uma gestão descentralizada, com gestão orçamentária, estrutural, penal e de pessoal, para as polícias.

Uma ala da Polícia Militar não deseja a extinção da secretaria de Segurança Pública, mas que ela fique apenas com a função de coordenar as ações de segurança pública e criar estratégias para o setor em todo o Estado. Hoje, pelo que se vê, disse o coronel, existem apenas ações pontuais desenhadas pelo próprio governador, como a Escola Segura, onde militares da reserva estão fazendo policiamento nas escolas.

Os militares  se queixam que há oito meses de governo e ainda não existe um plano estratégico de segurança publica para o Estado do Paraná. O que se observa, hoje, é pouca ascendência do secretario sobre as corporações.