Fé bandida que compensa

Pedro Ribeiro


Alceo Rizzi

 

Quando a Fé que motiva multidão de devotos virá mercadoria de achacadores e delinquentes de todo espectro desprezível da condição  humana, sempre haverá  leniência e cumplicidade criminosa na outra ponta se dela outras quadrilhas se beneficiam. Não há outra descrição possível para a decisão do Congresso em aprovar perdão de dívida da ordem de 1 bilhão de reais com o Tesouro público que  igrejas, pentecostais e neo-pentecostais de toda ordem, com raríssimas exceções,  chefiadas por bandidos, numa demonstração vergonhosa, indigna e hipócrita de representação da sociedade.

Essas confrarias  delinquentes  já  não pagam tributos de qualquer natureza sobre dízimos que recolhem de gente humilde, ignorante ou de ingênua credulidade,  sem mencionar crimes  que cometem,  como venda de bênçãos e de curas, inclusive  nesta época de pandemia. Quando não é feijão milagroso, é água sagrada, que cura a Covid.

Bandidagem que tem a cumplicidade indigna, degradante e perniciosa de gente que pouco se importa  e pouco se incomoda com o assalto descarado e declarado que sofre o País com essa, atestado público de que não diferem por natureza.

 

Alceo Rizzi é jornalista

 

Os artigos de opinião são de responsabilidade de seus autores e não, necessariamente, do jornal

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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