Foro privilegiado atrasa a Nação e STF envergonha

Pedro Ribeiro


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entrou de sola com o corporativismo da Corte ao chamar de “cretinos” os defensores da proposta que prevê que provas ilícitas obtidas de boa-fé sejam utilizadas em ações –  ideia de autoria dos procuradores e defendida por Sérgio Moro. O caso diz respeito a Dias Tóffoli e ao empreiteiro da OAS.

Mais lamentável ainda é o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se curvar e se submeter à pressão do STF, cancelando a delação de Léo Pinheiro, da OAS. A pergunta que se faz, agora, a Janot, é: por que tantos outros citados não tiveram o mesmo privilégio?

Bem, aos amigos tudo; aos inimigos a lei.

O medo da delação atingiu em cheio a corte máxima do judiciário brasileiro. Que Deus tenha dó do povo. Nesta investida, o ministro Gilmar Mendes deveria se envergonhar de uma conduta incompatível com o cargo que ocupa. E, quanto ao denunciado, Toffoli e a corregedoria do STF fica em silêncio.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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