Francischini pisa na bola em Brasília

Pedro Ribeiro


 

O que é isso, jovem Francischini? Você ia tão bem, se despontando com “novo” na Câmara Federal eleito presidente da CCJ – Câmara de Constituição de Justiça e agora não pode pisar na bola. Seu pai, o delegado, não vai gostar. Segundo informações do Estadão, os  deputados federais do PSL Felipe Francischini e Aline Sleutjes gastam recursos públicos com a contratação de serviços de empresas fantasmas. Eles estão entre os 20 dos 53 deputados do partido do presidente Jair Bolsonaro, eleitos com o discurso de renovação da política, que apresentaram à Câmara pedido de ressarcimento de R$ 730 mil por serviços prestados por firmas que não existem nos endereços informados nas notas fiscais.

Francischini, de acordo com levantamento feito pelo jornal, contratou por R$ 45 mil a Look Estratégias e Marketing. No endereço dela, em Brasília, há uma placa de aluga-se. Segundo os vizinhos, o último inquilino foi um consultório odontológico. Dono da Look, Rafael Magalhães admitiu ao jornal que a firma não funciona no endereço da nota fiscal, um shopping em Taguatinga (DF), e não informou onde ela está instalada.

Já Aline Sleutjes (PSL) foi buscar consultoria de marketing na Prisma Comércio e Serviço, empresa localizada em Samambaia, na periferia de Brasília, para o qual pagou R$ 14 mil de verba da Câmara. A assessoria da deputada informou que a firma fez um levantamento de dados, montagem de banco de imagem e atualização de suas redes sociais.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal