Fux que alivia Flávio Bolsonaro, ferra Deonilson Roldo

Pedro Ribeiro


 

Ao determinar a suspensão da investigação criminal sobre as movimentações financeiras feitas pelo ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, o ministro do Supremo Tribunal federal, Luiz Fux, provocou um incêndio de grandes proporções no Planalto Central. Abasteceu o tanque de gasolina da oposição e causou indignação nas redes sociais.

O mesmo ministro que salvou o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, não perdoou o pobrezinho do ex-chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa, Deonilson Roldo, negando habeas corpus de soltura. Deo, como era chamado no Palácio e fora dele, está preso desde setembro do ano passado na operação Piloto, uma das fases da Lava Jato.

Já o empresário Jorge Atherino, suposto operador financeiro de Beto Richa, foi solto ontem, depois de oferecer imóveis da família como pagamento de fianças no total de R$ 8 milhões.

 

A decisão em relação ao ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que vem tirando o sono do presidente Jair Bolsonaro, determina que o processo fique suspenso até que o relator da Reclamação, ministro Marco Aurélio Mello, se pronuncie. O Ministério Público não informou o que motivou a decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989.

 

O entendimento do Supremo sobre o alcance do foro privilegiado pesou na decisão de Fux de suspender o procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de  Queiroz.

 

A suspensão foi determinada na quarta-feira, 16, mesmo dia em que o pedido foi protocolado na Corte. Fux está exercendo interinamente a presidência da Corte por conta das férias do ministro Dias Toffoli e é responsável pelo plantão durante o período de recesso judiciário.

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal