Gastos com novos cargos geram impacto milionário ao Estado, diz deputado

Pedro Ribeiro


 

Na Assembleia Legislativa, o deputado emedebista, Requião Filho, parece ser a única voz de oposição a questionar ações do Governo do Estado. Ele vem fazendo o que se chama de contraponto, ou seja, analisando programas e projetos do Executivo que possam, de uma forma ou de outra, prejudicar o erário público. “Os jabutis estão nas árvores e precisamos responsabilizar os autores das manobras”, observa.

É ele, por exemplo, que contesta o Projeto de Lei 594/2019 de autoria do Governo Estadual que começa a tramitar na Assembleia Legislativa. No papel fiscalizador do Executivo, Requião Filho vai em busca de parceiros para chamam atenção para a proposta que pretende incorporar a Emater, o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia e a Codapar ao IAPAR, transformando tudo num único Instituto do Desenvolvimento Rural do Paraná.

Em sua avaliação, o projeto autoriza a criação de 45 funções de gestão pública no âmbito da Casa Civil. Para Requião Filho (MDB) a conta da economia vendida pelas manchetes do Governo não fecha. Ao invés de promover economia, o governo faz o contrário, pontua. A ,manobra para obter cargos, explica Requião Filho, é a seguinte:  “cria-se função gratificada e repassa para o funcionário de carreira que está com cargo comissionado. Assim, esse cargo comissionado fica livre para ser distribuído a amigos e fazer política”.

“Cria um custo maior que se sobrepõe a economia anunciada. Pelo cálculo aproximado que fizemos, representaria a perda em torno de 3,5 milhões de reais por ano e mais encargos, ao invés da redução de gastos que estão divulgando. Tudo isso com dinheiro público! Para quê criar novas funções gratificadas para a Casa Civil se isso gera um impacto tão grande?”, questiona.

O Projeto ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e deve ser analisado pelos deputados em plenário, em breve. Para os oposicionistas, se não houver a retirada do artigo 12 que autoriza a criação dos 45 novos cargos, não há como aprovar o projeto do jeito que está.

“Ainda vamos analisar cuidadosamente, mas ao que tudo indica é mais um ‘jabuti’, que alguém colocou no meio de tudo para passar despercebido e precisamos descobrir o porquê disso”

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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