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General Heleno e as chantagens do Congresso Nacional

 A declaração do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, de que as "insaciá..

Pedro Ribeiro - 19 de fevereiro de 2020, 17:02

(Brasília - DF, 02/01/2019)  Cerimônia de transmissão do cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, do Senhor Eliseu Padilha ao Senhor Onyx Lorenzoni do cargo de Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, do Senhor Ronaldo Fonseca ao Senhor Gustavo Bebianno do cargo de Ministro da Secretaria de Governo, do Senhor Carlos Marun ao Senhor General Carlos Alberto do cargo de Ministro da Segurança Institucional, do Senhor Sergio Etchegoyen ao Senhor General Augusto Heleno. Foto: Marcos Corrêa/PR
(Brasília - DF, 02/01/2019) Cerimônia de transmissão do cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, do Senhor Eliseu Padilha ao Senhor Onyx Lorenzoni do cargo de Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, do Senhor Ronaldo Fonseca ao Senhor Gustavo Bebianno do cargo de Ministro da Secretaria de Governo, do Senhor Carlos Marun ao Senhor General Carlos Alberto do cargo de Ministro da Segurança Institucional, do Senhor Sergio Etchegoyen ao Senhor General Augusto Heleno. Foto: Marcos Corrêa/PR

 

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A declaração do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, de que as "insaciáveis reivindicações" de parlamentares por fatias do Orçamento prejudicam a atuação do Executivo e vão contra os preceitos de um regime presidencialista, pegou no fígado do Congresso Nacional. “Rapaz, nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Fodam-se", afirmou Heleno na terça, em áudio captado pela transmissão de evento no Palácio da Alvorada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reagiu e qualificou o chefe do GSI como "radical ideológico".  “Geralmente na vida, quando a gente vai ficando mais velho vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro pelo jeito está ficando mais velho e está falando como um jovem”, disse nesta quarta. “Uma pena que um ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico.”

O presidente do Senado,  David Alcolumbre, também criticou o comentário de Heleno. “Nenhum ataque à democracia será tolerado pelo Parlamento", afirmou Alcolumbre em nota enviada à imprensa. "O Congresso Nacional seguirá cumprindo com as suas obrigações", escreveu o senador, defendendo "democracia, independência e harmonia dos Poderes". (Estadão).