Gilmar Mendes desacata o país

Pedro Ribeiro


 

Se for verdade o mito ou a lenda – e eu acredito – de que quando a orelha esquenta é porque estão falando bem ou mal de uma pessoa, nos resta saber quais das orelhas do ministro Gilmar Mendes estão pegando fogo: a esquerda ou direita. Ou como dizia meu saudoso pai: orelhudo. Se referia à tudo que eu fazia de errado. Cabe, aqui, também chamar Gilmar Mendes de orelhudo.

Pois bem. O assunto se refere ao “prende e solta” na queda de braço entre o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria da República em Curitiba sobre o caso José Dirceu. À sua resposta aos “meninos de Curitiba”, quando disse que “o rabo abanava o cachorro”, o procurador Carlos Fernando Lima, braço direito de Deltan Dallagnol na Operação Lava Jato, afirmou que o que está acontecendo “É a destruição lenta de uma investigação séria. Infelizmente, acreditam que a população não está mais atenta, talvez anestesiada pela extensão da corrupção. Esperamos que o período dele fora da prisão seja curto”.

Enquanto o Ministério Público quer o ex-ministro José Dirceu na cadeia, por considerá-lo um risco à sociedade, Gilmar Mendes prefere posar para os holofotes e medir força, ou poder, soltando criminosos. A medida de Mendes teve repercussão negativa na sociedade e foi motivo de piadas e memes nas redes sociais. A ele, pesa, agora, até um possível pedido de impeachment.

A pergunta que a sociedade faz é a seguinte: se um prende e outro solta, o que acontecerá com Lula? Se depender desse ministro, é possível que entre pela porta da frente e saia pelas portas dos fundos da cadeia. pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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