Governo cede e comprará vacinas da Russia e Índia

Pedro Ribeiro

Esforço global contra Covid leva à pesquisa de vacina anti-malária de alta eficácia

O governo federal, com alguns meses de atraso, resolveu dobrar os joelhos e atender à demanda da população em relação à compra de vacinas para imunizar os brasileiros da Covid.

O Ministério da Saúde resolveu fazer dispensa de licitação para a compra de vacinas Sputinik V e Covaxin.

Segundo a dispensa, publicada no Diário Oficial, s aquisições terão o custo de R$ 693,6 milhões para o imunizante da Rússia e de R$ 1,614 bilhão para a vacina indiana.

Tanto a Sputnik V quanto a Covaxin, porém, nem sequer estão sob análise de uso emergencial na Anvisa. A agência ainda aguarda dados de segurança e eficácia para começar esta avaliação.

A eficácia da Sputnik V é de 91,6%, segundo dados publicados na The Lancet. A Anvisa, porém, tem feito cobranças reiteradas à União Química para que o detalhamento destas informações, além daquelas que tratam de segurança do produto, sejam entregues.

Nos bastidores, auxiliares do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmavam que os contratos seriam fechados após o Congresso aprovar e o presidente Jair Bolsonaro sancionar a MP 1026, que autoriza o governo a firmar contratos mesmo antes do registro ou autorização de uso emergencial ser concedido pela Anvisa. Essa votação, porém, foi adiada na Câmara por causa da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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