Governo quer dobrar número de turistas no país e Paraná segue no mesmo caminho

Pedro Ribeiro


 

Ao priorizar o turismo, em todas as suas vertentes, sejam nas áreas do lazer, eventos e negócios, o governador Carlos Massa Ratinho Junior, jogou luz em um dos segmentos que mais crescem no Brasil que recebeu, no ano passado, 6,6 milhões de visitantes. O Paraná está entre os destinos mais procurados por turistas nacionais e estrangeiros e já se posiciona em quarto lugar no ranking do mapa turismo nacional.

Dos destinos turísticos do Paraná, se destacam Foz do Iguaçu, com as Cataratas e a Usina Hidrelétrica de Itaipu, Curitiba, com eventos e o litoral pela beleza da Serra do Mar, ilhas, cidades históricas e praias. Estas três regiões representam 53% do fluxo turístico em todo o Paraná, informa a assessora técnica da Paraná Turismo, Deise Maria Bezerra. O Estado tem cadastrado 283 municípios no mapa do turismo nacional, com 14 regiões turísticas e 2.058 atrativos.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse, durante audiência no Senado Federal nesta quarta-feira (10), que “o governo pretende dobrar o fluxo de visitantes ao país dos atuais 6,6 milhões de pessoas para 12 milhões até 2022”. O governador Ratinho Junior também quer ampliar o número de visitantes com incentivo ao turismo regional. “É através desta indústria que poderemos ampliar o número de emprego e renda”, observou.

O ministro revelou que só Cancún, no México, recebe 7 milhões de viajantes por ano. Ou seja, uma faixa de 24 quilômetros de praia atrai mais gente que o Brasil. Recebemos US$ 5,89 bilhões dos turistas estrangeiros anualmente e queremos passar para US$ 19 bilhões — esclareceu.

Estes objetivos ambiciosos, ressaltou o ministro, estavam previstos no Plano Nacional do Turismo e que agora foram abraçados pelo governo Bolsonaro. Marcelo Alvaro Antonio acredita que são planos factíveis, diante das providências que estão sendo tomadas. Entre elas, citou, está a dispensa de visto para cidadãos americanos, japoneses, canadenses e australianos e a adoção do visto eletrônico para chineses e indianos, atualmente em estudo pelo ministério.

— Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão têm baixo risco migratório. Além disso são países que figuram na lista dos 20 que mais gastam com viagem no mundo. Temos que decidir o que queremos: geração de renda e emprego ou a política de reciprocidade por si só? — indagou.

O ministro também fez uma forte defesa da abertura do capital das companhias aéreas no Brasil. Na opinião do ministro é a saída para o barateamento dos preços das passagens e da abertura de novas rotas e destinos. Segundo ele, tal medida, juntamente com a limitação de 12% do ICMS sobre o querosene de aviação, terão impactos positivos diretos na vida dos turistas.

Para ele, é inadmissível um país com mais de 200 milhões de habitantes e 8,5 milhões de quilômetros tenha somente quatro empresas operando o espaço aéreo brasileiro. Na verdade, três agora, já que uma delas está em recuperação judicial. Países como a Argentina e Chile, que têm um quarto da nossa população e são menores, já têm mais do que o dobro. Essa ação vai promover a redução do custo das passagens com a competitividade — informou.

Parques

Marcelo Álvaro Antônio também destacou o plano de concessão de parques que está sendo preparado pelo governo. Segundo ele, são 11 unidades de conservação já prontas para serem administradas pela iniciativa privada. Indagado pelos senadores, ele garantiu que será um modelo ambientalmente responsável, visando o incremento das visitas sem prejudicar a conservação.

— O Brasil tem 10 milhões de visitantes por ano nos seus parques. Nos Estados Unidos, são 300 milhões, o que gera faturamento de US$ 19 bilhões. Enquanto isso, nós faturamos R$ 1,8 bi. A concessão dos serviços é fundamental para que consigamos alavancar esse esse potencial turístico — argumentou.

Melhorar a gestão dos patrimônios mundiais do Brasil e conceder à iniciativa privada imóveis da União com potencial turístico também estão entre os planos do ministro, bem como ampliar de 60 milhões para 100 milhões o número de brasileiros viajando pelo país.

Bonito

A reunião desta quarta-feira foi presidida pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que colocou em votação um requerimento para a realização de audiência com o objetivo de debater soluções para o impacto causado por plantações, construções irregulares e estradas feitas em áreas de preservação ambiental em Bonito, no Mato Grosso do Sul.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal