Indústria dos atestados médicos

Pedro Ribeiro


Na Assembleia Legislativa, parlamentares estão na reta final para a conclusão dos resultados da CPI dos atestados médicos falsos que vem aumentando a cada dia, prejudicando tanto os serviços públicos como o privado. Para o Conselho Regional de Medicina (CRM), qualquer discussão pública que leve ao debate a prática de atos ilícitos envolvendo médico e paciente, é bem vinda e serve como documento comprobatório para denúncia, investigação e, em caso extremo, a cassação do profissional.

A CPI foi motivada justamente pelas denúncias de grande número de justificativas para ausências no trabalho por motivos de saúde, tanto no setor público, como na iniciativa privada. “Temos ouvido os diversos segmentos envolvidos e certamente poderemos produzir um relatório consistente e propositivo”, afirmou o relator da CPI, deputado Delegado Rubens Recalcatti (PSD).

A CPI é presidida pelo deputado Anibelli Neto (PMDB) e foi instalada em julho passado. Pelo plano de trabalho, estão previstas mais três reuniões até o final deste mês, sendo duas de oitivas e uma de apresentação do relatório final. Na próxima reunião, no dia 14, serão ouvidos representantes do Ministério Público do Trabalho, OAB-PR e TRT. Encerram as atividades os depoimentos dos representantes dos planos privados de saúde no próximo dia 28.

“Está ficando claro que será inevitável o uso da tecnologia para auxiliar no controle da emissão de falsos atestados ou das fraudes feitas pelos próprios trabalhadores”, afirmou Recalcatti. Segundo ele, as empresas de planos de saúde já utilizam documentos digitais, transmitidos diretamente do consultório médico para a empresa, que conferem maior idoneidade aos atestados. “Por isso, queremos ouvi-los para encerrarmos os nossos trabalhos”, informou.

A CPI já realizou sete reuniões em que ouviu 20 depoimentos dos mais diversos segmentos da sociedade. Na última terça-feira (31) foi a vez dos representantes da Associação Brasileira de Odontologia e do Sindicato dos Odontólogos do Paraná, além dos diretores da APP Sindicato.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal