JMK tem bens liberados pela Justiça

Pedro Ribeiro


 

Embora tenha concluído o relatório do inquérito da Operação Peça Chave em setembro, somente agora a Polícia Civil do Estado tornou público o documento, ou seja, após a empresa JMK ter conseguido uma decisão favorável na Justiça, liberando os bens presos, nomeando fieis depositários,

Após a operação, o governo contratou emergencialmente uma nova empresa, com previsão de gasto 40% maior para o erário. Este custo, segundo análises de especialistas, é bem superior a do contrato denunciado como superfaturado.

Ao mesmo tempo, uma CPI na Assembleia Legislativa vem sendo concluída e, até o momento, sem provas contundentes de que a JMK tenha superfaturado o contrato.

Agora, os olhos da CPI, assim como da Polícia, se voltam para a possibilidade de agentes públicos terem colaborado para algo ilícito no contrato. O inquérito foi concluído quatro meses após a operação e ainda não há denúncia pelo Ministério Público. Com relatório baseado em elementos frágeis, a Polícia e CPI iniciam uma outra linha de investigação, mirando em ex-secretários e agentes públicos.

PARA ENTENDER O CASO

O serviço prestado pela empresa JMK foi suspenso após operação da Polícia Civil que acusa superfaturamento nos serviços. Para substituir a JMK, o governo firmou um contrato emergencial que prevê um pagamento 40,39% a mais do que o praticado anteriormente. Apenas em mão de obra, enquanto o contrato anterior estipulava pagamento da hora trabalhada em R$ 32 para veículos leves e médios e R$ 78,30 para embarcações e similares, o atual concorda com o pagamento de R$ 92 – R$ 60 a mais – e R$ 197 – R$ 118,70 a mais –  para os mesmos serviços.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal