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Juiz do caso da “Boate Kiss” quer interromper julgamento para assistir jogo do Grêmio

Não raras vezes a magistratura brinca com o povo brasileiro. Parece que, para o juiz Orlando Faccini Neto, é mais import..

Pedro Ribeiro - 05 de dezembro de 2021, 13:12

Não raras vezes a magistratura brinca com o povo brasileiro. Parece que, para o juiz Orlando Faccini Neto, é mais importante o jogo de futebol entre o Corinthians e o Grêmio do que o julgamento dos réus acusados pelo incêndio na boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS) e que resultou na morte de 242 pessoas e ferimentos em outras 636.

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Esperamos que isto não passe de uma fake News pois, se realmente acontecer, seria um descaso às famílias das vítimas e até mesmo à justiça brasileira.

Informações dão conta de que o juiz interromperá o julgamento às 17h deste domingo para que os jurados possam assistir ao jogo. A partida começa às 16h.

"Eu vou viabilizar, se todos concordarem, de que eles vejam o segundo tempo do jogo para dar uma relaxada. Então, eles verão o segundo tempo do jogo e à noite a gente segue", disse o magistrado ao final do quarto dia do Tribunal do Júri, que ocorre em Porto Alegre.

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Segundo informações da imprensa gaúcha, o juiz que comanda processo é polêmico. Dá bronca, é aplaudido e toca violão.

São quatro réus que respondem por homicídio simples, além de tentativas de homicídios contra os 636 feridos. São eles: os empresários e sócios da casa noturna, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, o músico Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Luciano Bonilha Leão.

A pena varia de seis a 20 anos de reclusão. Quem vai decidir se eles devem ou não cumprir a pena é o júri, também chamado como conselho de sentença, e formado por sete pessoas escolhidas por meio de sorteio — são seis homens e uma mulher.