Juiz não tem derrota ou vitória e o trio ternura do STF

Pedro Ribeiro


 

Enquanto o  ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmava que juízes não têm derrota ou vitória, ao comentar a sessão da Segunda Turma desta terça, na qual ficou vencido em cinco processos, sendo quatro no âmbito da Lava Jato, o próprio STF teme que o enfraquecimento da Operação Lava Jato.

Questionado sobre o julgamento do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e se o adiamento (Fachin enviou o caso ao plenário) seria algum tipo de “retaliação”, o ministro disse que “juízes não têm ideologia nem segmento para pender para um lado A ou lado B”. A nota foi publicada no Estadão.

O colegiado é formando por posições distintas, o dissenso é natural, e é por isso que nessa mesma medida os julgamentos se deram e vão se dar na luz da ordem normativa constitucional, e cada magistrado aplicando aquilo que depreende da Constituição. Foi um dia de atividade normal, assim está sendo e assim será”, afirmou o relator da Lava Jato sobre a sessão da Segunda Turma, que libertou o petista e ex-ministro José Dirceu da prisão, um dos casos em que o ministro foi voto isolado.

Claudio Humberto, em sua coluna de hoje no Diário do Poder, diz que, No STF, os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, cujos votos sempre coincidem, são chamados jocosamente de “trio ternura”. Anulando a busca e apreensão na casa de Gleisi Hoffmann, a 2ª Turma enfraquece a acusação e ajuda o marido Paulo Bernardo, alvo central. Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil, que investiga o roubo a tomadores de empréstimo consignado. Ele seria solto por Dias Toffoli.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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