Lava Jato teve aumento de 525% no número de policiais federais

Pedro Ribeiro

Sergio Moro Geraldo

 

 

À pergunta de onde apareceram tantos investigadores para atuarem na Operação Lava Jato em todo o país, a resposta pode estar nas palavras do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Nesta quarta-feira, em audiência no Senado, ele destacou o aumento de 525% no número de policiais federais que investigam políticos e outras autoridades com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal.

Moro,  que quer aprovar o mais rápido possível o pacote anticrime e que teve problemas na Câmara Federal, onde o presidente da casa, Rodrigo Maia, disse que só daria andamento à proposta depois da aprovação da reforma da Previdência, entende a urgência e os apelos da sociedade que deseja ver o fim da criminalidade, do crime organizado e do tráfico de drogas e armas.

O ministro explicou aos senadores que participaram da audiência na Câmara de Constituição e Justiça, que a ampliação do número de agentes investigadores foi de 8 para 42 agentes que atuam no Serviço de Inquéritos Especiais da Polícia Federal, que investigam também senadores.

Moro também destacou o reforço das Forças-Tarefas e equipes policiais da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Segundo o ministro, as delegacias da Polícia Federal responsáveis pelo combate à corrupção nos quatro Estados tiveram incrementos que variam entre 83%, caso do Paraná, e 21%, em relação a Brasília. O aumento em São Paulo foi de 25% e no Rio de Janeiro, 34%. O número médio de policiais nessas unidades passou a 48. Antes, eram 35.

Moro também destacou a duplicação na equipe do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de 31 para 64 pessoas.

Moro defendeu o pacote anticrime do governo federal, afirmando que é mais abrangente do que o idealizado pelo ministro do STF, Alexandre Moraes. O texto idealizado por Moraes tem sido considerado na Câmara dos Deputados a espinha dorsal no debate de atualização da legislação penal e dos processos penais, e não o do ministro Moro.

“O projeto de Moraes é um bom projeto. Tem alguns pontos comuns, mas qualquer comparação dos dois textos há de perceber que há algumas convergências, mas o meu projeto é um pouco mais amplo, com medidas diferentes”, disse Moro. “Conversei com o ministro Alexandre e podemos resolver sem maiores dificuldades, mas os projetos são diferentes embora haja convergência”, disse.

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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