Leviandade ou não, as denúncias devem ser apuradas

Pedro Ribeiro


 

 

O governador do Estado, Beto Richa, e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, não estão passando por uma boa fase na política. Aliados, estão sendo vítimas de denúncias, negligência e mentiras. Greca foi chamado de mentiroso em uma manifestação em frente à Universidade Federal do Paraná no dia do aniversário da cidade, por não cumprir as promessas feitas a professores e ao transporte coletivo.

Já Richa tem sido citado em denúncias sobre interferência na liberação de área para construção de pátio para estacionamento de caminhões próximo ao Porto de Paranaguá e em área que, supostamente, seria de preservação natural.

Enquanto Richa anuncia investimentos pesados em várias frentes do Estado, nas áreas de energia, saneamento, distribuição de gás, contorno rodoviário em Londrina, novas rodovias, aumento para professores e liberação para que prefeitos dos 399 municípios contraiam empréstimos na Paraná Fomento para ações emergenciais em seus municípios, as denúncias, inclusive da Operação Publicano e na delação de Odebrecht, dão margem às investidas de seus dois principais inimigos políticos: Roberto Requião e Gleisi Hoffmann.

Embora o próprio governador negue todas as acusações e desafia as autoridades do poder judiciário a esclarecerem os fatos, nota-se um certo desconforto no Palácio Iguaçu. Richa é forte, não se abala por denúncias e muito menos por notas na imprensa. Dá de ombros para o que chama de mídia encomendada e, pelo que se tem informações, deixou a muito de ler jornais passando a obter informações apenas através de suas assessorias.

Greca, que também já passou por enxurrada de denúncias quando foi ministro dos Esportes, igualmente dá as costas para a mídia. Só não suporta movimentos de rua para atacá-lo, o que vem sendo organizado pela senadora Gleisi que quer o povo nas ruas para protestar contra os maus gestores ou denúncias de má gestão.

Richa, durante a solenidade de posse do diretor-geral da Itaipu, Luiza Fernando Vianna, fez um discursos onde apontou investimentos de R$ 14 bilhões na Copel e R$ 4 bilhões na Sanepar e foi bastante aplaudido quando disse que o Porto de Paranaguá, que era caso de polícia, acabou se transformando em exemplo para o país.

E assim segue a política, não apenas no Paraná, mas em todo o país: denúncias, levianas ou não, devem ser explicadas.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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