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Liberdade de expressão, com René Dotti

O Instituto Ciência e Fé de Curitiba promove neste sábado (13), a partir das 10h, no auditório da Escola de Enfermagem C..

Redação - 11 de agosto de 2016, 11:08

O Instituto Ciência e Fé de Curitiba promove neste sábado (13), a partir das 10h, no auditório da Escola de Enfermagem Catarina Labouré, mesa redonda sobre “Liberdade de Expressão, Liberdade Vital”, com o professor e jurista, René Dotti. Participam também os jornalistas Maria Sandra Gonçalves, Mauri König e Marilena de Mello Braga. A coordenação será feita pelo jornalista e professor Hélio de Freitas Puglielli.

 

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A liberdade de expressão, consagrada pela Constituição de 1988, é uma espécie de “tábua de mandamentos” dirigidos a todos que, em um Estado Democrático de Direito, tenham interesse em manifestar atividades nos campos intelectual, artístico e científico no processo de criação e comunicação social ou individual.

 

Essa liberdade, que não admite a interferência do Estado, independe de forma ou de conteúdo, que estão a salvo de qualquer preconceito ou discriminação. O terreno da liberdade de comunicação, relacionado na Constituição entre os direitos e as garantias individuais, admite as possibilidades de informação em três aspectos:

 

Liberdade de informar, Liberdade de ser informado e Liberdade de se informar.

 

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“Tais liberdades não podem ser exercidas de modo pleno, ou de modo algum, nos regimes autoritários, de que foi exemplo entre nós a ditadura militar. Nesse tempo, a liberdade de expressão tinha a imagem e as cores do arco-íris, tão maravilhoso aos nossos olhos e tão fugaz em nossa percepção”, afirma René Dotti, que se notabilizou pela defesa de jornalistas paranaenses acusados de “subversão” pelo regime de 1964.

 

Debate sobre honra e reputação

 

Ex-professor de Jornalismo da UFPR e PUC-PR, Hélio Puglielli foi editorialista de importantes jornais do Paraná por cerca de 40 anos. Coordenador da mesa redonda, ele destaca uma das temáticas que será abordada: honra e reputação pessoais.

 

"Como direito de todo cidadão, a honra e a reputação fazem por merecer salvaguardas. Isso gera debate sobre os limites do direito de opinar. Não há que invocar a liberdade como cobertura para a injúria, a difamação ou a calúnia. Interesse coletivo e interesse individual precisam ser conciliados”, pontua.

 

Ex-diretora da Gazeta do Povo e assessora da OAB-PR, a jornalista Maria Sandra Gonçalves reforça que o bom debate sobre liberdade de expressão deve ser marcado pelas responsabilidades em jogo. “A liberdade de expressão é condição essencial para a democracia. É evidente que à liberdade corresponde uma responsabilidade cujos limites podem e devem ser discutidos num saudável debate. Sempre com argumentos, jamais com o silêncio compulsório próprio dos regimes ditatoriais”, considera.

 

Herança opressiva

 

Premiado internacionalmente por suas reportagens investigativas, o jornalista Mauri König falará sobre como ainda é vigente no Brasil a herança opressiva do Estado. “Isso leva em conta que a maior parte dos casos de violência contra jornalistas ou de cerceamento à liberdade de expressão parte de agentes do Estado, em suas diferentes instâncias nos três poderes. O caso mais recente, amplamente divulgado, envolve uma equipe de jornalistas da Gazeta do Povo e a divulgação dos salários de juízes e promotores no Paraná”, destaca König.

 

Estrelismo e mídias digitais

 

Observadora e atuante na mídia digital há 18 anos, Marilena de Mello Braga – primeira mulher na cobertura política do Paraná, em 1974 – falará de como as redes sociais fazem chegar notícias e opiniões a todos, com abundância e democraticamente, pois as respostas do público são imediatas. “No entanto, essas redes sociais potencializam a humilhação pública, facilitando o julgamento alheio, sem controle, um bullying sem volta. São uma bênção e uma maldição. O futuro é do cyberespaço”, pondera.

 

Marilena abordará ainda o estrelismo do jornalismo atual. “A imprensa, nela entendido todos os meios de comunicar, tem sede de ser reconhecida. Comete deslizes, não aprofunda os fatos, esquece seu lugar: o de batedora da História, não protagonista dela. O de narradora, avaliadora, não a causadora ou incentivadora dos acontecimentos. Isso provoca algumas vezes danos irreparáveis a figuras públicas. Liberdade, desta forma, é liberalidade demais”, alerta a jornalista.

 

 

Mesa redonda “Liberdade de Expressão, Liberdade Vital”

Quando: 13 de agosto (sábado), às 10h

Onde: Auditório da Escola de Enfermagem Catarina Labouré

(R. Jacarezinho, 1000 – Mercês)

Entrada franca (sem necessidade de inscrições)

Informações: (41) 3243-2530

Realização: Instituto Ciência e Fé de Curitiba