Romanelli, no centro das decisões, pavimenta novos caminhos

Pedro Ribeiro

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O Brasil está sem liderança política. O País está doente e carente de estadistas e não é por culpa do governo do presidente Jair Bolsonaro, pois ele é apenas reflexo, diagnóstico de comprovação dessa fase em que estamos.

Bolsonaro é o próprio exemplo desse caos. Nunca na nossa história estivemos tão órfãos, com angustiante expectativa do que virá pela frente.

Nos resta esperança. Enquanto isso, temos que mirar na biruta para acompanhar o vento da indecisão. Ou garimpar na nossa imensidão, um líder capaz de levar nossa nação para o caminho do progresso e da felicidade.

Vamos na raiz do tema. Entre discussões filosóficas sobre direito, democracia, governança, ética e cidadania, Sócrates fazia perguntas intrigantes.

Entre elas, cito uma que enderecei ao deputado estadual, Luiz Claudio Romanelli, por entender que é possível encontrar novas lideranças ou político com honestidade de propósito.

  • Como pode uma sociedade ser salva, ou ser forte, se não tiver à frente seus homens mais sábios?

Romanelli: “De fato, a pergunta formulada é intrigante. Acredito na democracia como método, que é essência de uma sociedade plural e avançada. A nossa ainda é muito jovem, a ateniense foi o embrião da única forma de governo possível, se não for isso, é ditadura. Todo o poder emana do povo que o exerce diretamente ou por meio dos seus representantes, eleitos pelo voto. Uma democracia participativa com ferramentas para que todos tenham voz.

A população merece e deve ser ouvida. Ademais, um governo só se legitima se for ético, primar pela dignidade da sua população, agir com zelo e respeito à Constituição e às leis. Fora disso entramos em um cenário turvo e fértil para o aparecimento de governantes arbitrários, déspotas e ditadores ou mesmo de uma anarquia.

A solução é o fortalecimento das instituições permanentes, da liberdade de expressão em todas as suas formas, e na radicalização do processo democrático”.

As palavras do parlamentar mostram conhecimento e preparo para o exercício da política. Entre os ocupantes da Assembleia Legislativa, Romanelli tem desenvolvido um trabalho robusto, que norteia todas as regiões do estado e não apenas suas bases eleitorais.

Não julgo e não ouso afirmar se Romanelli é banhado de sensibilidade, cristalizado, amado ou odiado, mas sua atuação como parlamentar neste difícil e trágico ano marcado pela pandemia, nos faz pensar de que, sim, é possível, apostar em novos líderes. Ele nos parece ter dignidade de grandeza.

Romanelli esteve durante todo o ano de 2020 na vitrine. A maioria de suas ações na defesa dos interesses dos paranaenses, desagradou assessores diretos do governador do Estado, Ratinho Junior, porque foi prático e rápido em suas manobras de reverter recursos para serem destinadas à frágil área da saúde. Impediu, muitas vezes, o enfadonho discurso, e se pautou na busca de resultados imediatos, sem amarras ideológicas.

Para ilustrar a necessidade de novas lideranças políticas no país, podemos afirmar que a vida política brasileira apodreceu de tal forma que lançou pela correnteza todas as lideranças que antes conhecíamos.

Estamos vivendo uma fase de transição na concepção e no conceito político, uma época de formação de novas lideranças que estão para surgir, mas que ainda não deram as caras.

O país passa por profundas modificações com decisões que estão para serem tomadas e que podem alterar o modo em que vivemos e não se vê e nem se ouve uma única voz do que acreditávamos serem lideranças políticas.

Elas já não se aventuram a dar opiniões ou se manifestarem a respeito. Apodreceram junto, sumiram, se esconderam, já não tem mais o que dizer, acuadas em seus fracassos e desilusões, já pouco servem como referência na formação de uma parcela que seja de opinião pública a respeito desses novos tempos.

Mesmo lideranças que se apresentavam como o novo no cenário político estão mudas, pouco aparecem, quando se manifestam é timidamente e o País continua nesse enredo confuso e desordenado.

Não sustento que vamos precisar de algumas décadas, talvez, para nos depararmos com políticos com formação, com lideranças genuínas e perfis de estadistas, que nos façam acreditar na possibilidade de haver um projeto nacional, uma percepção visionária de futuro que seja capaz de despertar nosso ânimo e entusiasmo.

Isto, porque, como disse, existem lideranças que ainda não despertaram no cenário nacional ou também não querem se envenenar pelo poder tóxico.

A população acreditava que o governo do presidente Jair Bolsonaro poderia se transformar na única luz que brilha nesse cenário de escuridão da política brasileira, todas as outras se apagaram, se esconderam atrás de candeeiros que já não tem combustível.

Na busca de novas lideranças políticas, compromissadas com a ética, o bem público e principalmente com o cidadão, é possível encontramos estadistas que têm se esforçado e vem tentando pavimentar este difícil caminho que é o do gestor público.

Ratinho Junior tem trilhado um caminho na busca de melhor qualidade de vida para os paranaenses. Embora em um ano difícil, a população continua depositando confiança em sua gestão. A última pesquisa, realizada no início de dezembro, lhe garantiu mais de 75% de aprovação.

Quem também se destaca no cenário político paranaense é o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, reeleito para mais quatro nos. Greca não esconde seu desejo de assumir o Palácio Iguaçu.

No coração da política paranaense, a Assembleia Legislativa do Estado, os parlamentares, de certa forma, se uniram em torno da causa maior que foi a trágica pandemia do coronavírus. Assim, Ratinho Junior, com base de apoio superior, governou sem oposição.

Mas, nas dezenas e centenas de pautas discutidas naquela casa, a presença de Romanelli foi decisiva na sua maioria. Entre elas, a questão do pedágio, onde o governo federal quer impor tarifas maiores aos paranaenses que, ao longo de mais de 20 anos, tem altos custos e poucos benefícios.

Romanelli quer impedir isso. Pragmático, vem lutando com musculatura neste sentido e se destacando junto a lideranças do setor produtivo paranaense que também discutem o novo modelo de pedágio e também junto à sociedade.

Não acredito que o parlamentar tenha pretensões políticas maiores. Ele próprio tem rejeitado disputar uma cadeira no Congresso Nacional, mas nunca disse sim ou não para uma possível candidatura ao Governo do Estado.

De qualquer forma, como candidato ou não, ele tem estado no centro das decisões que levam os novos ocupantes a tomarem assento na cobiçada cadeira do terceiro andar do Palácio Iguaçu.

Romanelli prefere ficar no raio periférico.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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