Lula, a candidatura que não existe e a eleição de órfãos

Pedro Ribeiro


 

A manutenção da chama da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba há mais de 100 dias, é uma estratégia do PT até como sobrevida do partido. Cláudio Humberto, em sua coluna de hoje, no Diário do Poder faz uma análise sobre essa sandice.

Apesar de o registro de candidaturas acabar em 15 de agosto, o prazo para julgar registros é 17 de setembro, a 20 dias do 1º turno. Isso não inclui eventuais recursos, mas o PT conta com o ritmo lento da Justiça para manter Lula “candidato oficial” até a decisão final sobre o registro do petista”, explica o jornalista.

Segundo ele, “essa é a estratégia do PT, que tenta enganar o eleitor com uma candidatura que na verdade não existe. A prioridade do PT é a bancada de deputados federais e não Lula, que é carta fora do baralho. A lorota da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, de que Lula é ‘candidato sem registro’ é desenhada apenas para tentar eleger ‘órfãos’ de Lula. Petistas sem apoio e alianças só conseguirão se eleger com o apoio de Lula”.

Sem Lula candidato do PT, muitas candidaturas já estão perdidas. Só priorizando seus deputados o PT vai sobreviver. É o tamanho dessa bancada que determina quanto o partido recebe por mês do Fundão. O sonho do PT é que o nome de Lula seja incluído nas urnas, mesmo com o ex-presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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