Lula continua esperneando

Pedro Ribeiro

 

Parece que enfim, no Brasil, ninguém está acima da lei. A condenação de Lula, que teve sua pena ampliada para 12 anos de prisão – ainda cabe recursos – mostrou que há maturidade hoje no meio jurídico e que a corrupção, que embora seja difícil para acabar, começa a ficar com seus dias contados.

A decisão dos desembargadores foi recheada de elogios ao juiz federal paranaense, Sergio Moro, que condenou Lula em primeira instância a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, baseado em levantamento feito pela Operação Lava Jato.

Ainda em Porto Alegre, Lula fez um discurso inflamado, onde disse que foi julgado por “yuppies, meninos”, uma “elite perversa” e uma “imprensa mentirosa”. Criticou a Rede Globo, dizendo que o editor-chefe do Jornal Nacional, William Bonner não deve dormir com a consciência pesada e que a emissora inventou um candidato de caldeirão, referindo-se a Luciano Huck.


“Se eu fosse a tranqueira que eles falam… Tranqueira por tranqueira, eles arrumaram o Temer, arrumaram o golpe. Eles sabem que nós sabemos cuidar do povo brasileiro”. Observou Lula. Segundo ele, “não posso me conformar com complexo de vira-lata que tomou conta do país”, disse o ex-presidente, que em seguida criticou uma “elite subserviente que quer falar grosso com a Bolívia e como um gatinho com os EUA”.

 

Grande parte da população brasileira, que acompanhou o julgamento e a sentença, saiu às ruas das principais cidades, soltando fogos de artifícios em comemoração à queda do PT e de seu grande líder.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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