Luto oficial no Paraná. O decreto será renovado e a batalha está em campo aberto

Pedro Ribeiro

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Enquanto o presidente Bolsonaro mostrava sinal de alívio ao conversar com apoiadores depois de ter sido informado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que “apenas” 50% das pessoas que vieram a óbito durante a pandemia foram vítimas da Covid, levantamento feito pelo Estadão vela

que o Brasil é o 2º país com mais mortes de crianças por covid.

O Brasil fica em segundo lugar no triste ranking de crianças vítimas da covid, atrás apenas do Peru.

Em Curitiba, o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde do Paraná no último domingo (06), mostra que o Paraná tem 1.112.341 casos confirmados e 26.914 mortes por Covid-19. Atualmente, o Estado está com um decreto mais restritivo, contando com medidas mais rígidas para ao combate da pandemia.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto disse à CBN que “o momento é difícil, porque o número de pacientes aguardando leitos é maior do que o de leitos que o Estado consegue oferecer, contando com mais de seis mil paranaenses internados. 80% dos casos confirmados são da variante amazônica do vírus.

Já o governador Carlos Massa Ratinho Junior decretou nesta segunda-feira (7) luto oficial de três dias em todo o Paraná em homenagem às vítimas de Covid-19 que faleceram no Estado. Segundo o boletim epidemiológico atualizado da Secretaria da Saúde, o Paraná soma 27.014 óbitos e 1.115.630 casos confirmados desde o início da pandemia. A bandeira do Paraná ficará a meio mastro no Palácio Iguaçu.

“Sentimos um profundo pesar por todas as vidas perdidas no Paraná em decorrência do coronavírus e lamentamos pela dor sentida por cada familiar e amigo de cada uma das vítimas. Prestamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos a todos vocês”, afirmou o governador.

O Paraná vive uma nova onda de contágio neste mês e o sistema de saúde no Estado está em níveis de alerta, o que impôs, no final de maio, a decretação de medidas mais restritivas de circulação. “A cepa amazônica do novo coronavírus predomina entre os pacientes contaminados e já detectamos circulação da variante indiana. Por isso, enquanto não alcançamos a imunização de toda a população, precisamos continuar tomando os cuidados necessários para reduzir a transmissão”, pontuou.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná está com taxa de ocupação de 96% entre as UTIs SUS exclusivas para Covid-19, que totalizam 1.980 leitos em todo o Estado. O boletim epidemiológico aponta que a taxa de transmissão (Rt) no Paraná está em 0,86 – o que significa que 100 infectados transmitem o vírus para outras 86 pessoas, uma taxa ainda considerada alta, mas abaixo do padrão do começo dessa onda.

O secretário de saúde Beto Preto disse que a saída para o fim da pandemia é através da vacinação, e que todos os esforços estão sendo feitos para aplicar as doses recebidas com a maior velocidade possível. Ele destacou o início da imunização da população de 18 a 59 anos em paralelo aos grupos prioritários.

“Nós queremos a vacina no braço dos paranaenses. Novas doses estão chegando e sendo distribuídas em todo o Estado. Contamos com os 399 municípios para aplicar todos os imunizantes disponíveis na população”, endossou.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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