Medo do coronavírus bate à porta de 60,6% dos brasileiros

Pedro Ribeiro


O medo da morte bateu à porta também do brasileiro. Mais de 60% das pessoas ouvidas pelo Instituto Paraná Pesquisa revelam que têm medo do coronarírus, enquanto 36,6% disseram que não e apenas 2,8% não responderam ou não sabem. O levantamento realizado entre os dias 13 e 16 de abril ouviu 2.218 pessoas em todo o país.

O coronavírus não faz diferença entre ricos e pobres, embora esteja na cara, ou evidente, qual o perfil sócio-econômico da sociedade brasileira mais atingida. Com certeza a camada mais baixa que faz fila na frente da Caixa Econômica para receber R$ 600, dinheiro que vai parar direto no caixa do supermercado em troca de alimentos. São perto de 50 milhões de pessoas.

Muito bem falou nesta segunda-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, onde disse que o funcionalismo púbico, que está com a geladeira cheia e com os pés no sofá deve voltar ao trabalho. É claro que isso deve ser restringido às pessoas com mais de 60 anos.

Quem sabe o próprio Guedes, ao lado de Bolsonaro, olhem para os 50 milhões de pessoas vulneráveis à doença e questionem o por que elas são vulneráveis. A resposta é simples, pois este crime, contra esta camada da sociedade, vem acontecendo há muitos anos pela falta de saneamento básico, moradia e saúde, além de educação.

Nos últimos 14 anos, por exemplo, estima-se que o País fechou entre 40 mil a 50 mil leitos do SUS por falta de investimentos.

É preciso que o país acorde. Com Bolsonaro, com certeza, não vai acontecer porque sua preocupação é mais com o poder político e com sua prole de zeros do que com o Brasil que tanto fala e bate no peito. Aliás, Bolsonaro virou as costas para a pandemia quando mandou todo mundo voltar ao trabalho, desobedecendo recomendações da Organização Mundial da Saúde.

O presidente sequer tem conhecimento dos números reais de mortos hoje no país, onde estatísticas mostram que há 60% a mais do que o divulgado. O presidente, no entanto, se preocupa mais com o que a Polícia Federal investiga para saber se nos relatórios não tem nomes de seus cupinchas.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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