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Moro, a voz moral do Paraná no Palácio do Planalto

  EditorialÉ do Paraná o novo ministro da Justiça. O juiz federal Sergio Fernando Moro  é um mag..

Pedro Ribeiro - 02 de novembro de 2018, 19:11

*FOTO FEITA DE CELULAR* CURITIBA, PR, 01.11.2018 - SERGIO-MORO - O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, em voo para o Rio de Janeiro, onde irá encontrar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na manhã desta quinta-feira (1º). (Foto: Estelita Hass Carazzai/Folhapress)
*FOTO FEITA DE CELULAR* CURITIBA, PR, 01.11.2018 - SERGIO-MORO - O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, em voo para o Rio de Janeiro, onde irá encontrar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na manhã desta quinta-feira (1º). (Foto: Estelita Hass Carazzai/Folhapress)

 

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Editorial

É do Paraná o novo ministro da Justiça. O juiz federal Sergio Fernando Moro  é um magistrado que se formou nos bancos escolares paranaenses e se notabilizou no Brasil e no exterior pelo seu comprometimento com a sociedade brasileira na longa travessia do combate à corrupção. Foi este juiz maringaense que bateu forte no peito e resolveu, com seus pares, dar um basta na vergonha que se abateu sobre um país saqueado e adoecido que tenta se reerguer.

Sua marca é a Lava Jato, um poderoso instrumento de combate ao desvio de dinheiro público. Dinheiro que deixou de ser investido em educação para melhorar a capacidade de formação dos jovens, dinheiro que poderia salvar da morte o cidadão enfermo no leito hospitalar deteriorado e dinheiro que faria um bem ao povo se fosse aplicado em segurança pública.

Moro, aos 43 anos, é um jovem que se privou da liberdade de cidadão – hoje não pode sair sozinho às ruas - que sacrificou sua família para construir uma agenda anticorrupção, anticrime organizado, colocando, em primeiro plano, o respeito à Constituição e às leis, na certeza de que poderia contribuir para um país melhor. Silencioso e corajoso, foi montando peça por peça de um quebra-cabeça que colocou poderosos na cadeia, inclusive um ex-presidente da República.

Este paranaense, ao aceitar o convite feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, deixou claro que o fez porque tem certeza de que, como ministro da Justiça, poderá consolidar o combate contra o crime e a corrupção. Ele descarta qualquer hipótese de retrocesso, pelo contrário, sustenta ao afirmar que existem valiosos juízes que poderão sucedê-lo à altura do compromisso com a Nação e com seu povo.

Moro terá autoridade e o Ministério da Justiça poderá absorver o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União e o Ministério da Segurança Pública, além do Conselho de Controle de Atividades Financeiras , hoje vinculado ao Ministério da Fazenda.

Se Moro tiver, efetivamente,  sob sua gestão a estrutura do Ministério da Segurança Pública, que inclui o comando da Polícia Federal e do sistema penitenciário, além do controle interno do governo federal, terá, assim, ampliado sua visão no combate à corrupção nos diversos órgãos da administração federal.

Sergio Moro não será um ministro de Bolsonaro, mas o Ministro da Justiça do Brasil, com amplo apoio da sociedade brasileira que quer moralidade e punição aos corruptos enraizados no seio na Nação.

Devemos, como paranaenses, independentemente de ideologia ou cor partidária, desejarmos sucesso ao juiz Sergio Moro e nos orgulharmos de termos um ministro da Justiça nascido e formado em nosso Estado. Quem sabe, amanhã, podemos dizer que foi um paranaense, de Maringá, o ator principal da árdua missão de limpar esse lixo tóxico que nos impede de crescer e desenvolver.

Nesta hora, nós, paranaenses, temos que estar juntos com Sergio Moro, sem ódio, nem vinganças, ou revanchismos, mas para ajudarmos a colocar este país nos trilhos.

 

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