Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Moro e Guedes sobreviveram e Mandetta jogou a toalha

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que ferve em óleo na frigideira do “gabinete do ódio, em Brasília, embora t..

Pedro Ribeiro - 16 de abril de 2020, 12:04

Alan Santos/PR
Alan Santos/PR

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que ferve em óleo na frigideira do “gabinete do ódio, em Brasília, embora tenha, a seu favor, 75% da opinião pública, jogou a toalha por não suportar os rompantes e os desmandos do presidente Jair Bolsonaro.

Mandetta deve sair entre hoje, quinta-feira, ou amanhã, sexta-feira, da pasta da saúde, em meio a um programa audacioso de combate ao novo coronavírus. Seu erro: preservar a vida das pessoas, através do isolamento social.

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Jair Bolsonaro é assim. Se um ministro ou auxiliar não dobrar os joelhos é defenestrado, não importa o trabalho que vem fazendo no governo. Simplesmente não serve. Esta insegurança do presidente vem desde sua posse e isto que está acontecendo com Mandetta já aconteceu com Sergio Moro e Paulo Guedes.

Bolsonaro se preocupa mais com a próxima eleição, ou seja, em se reeleger do que com o coronavírus e, por isso, joga diariamente para a platéia, batendo no peito dizendo que quem manda é ele.

Esse ônus vai pesar mais tarde, justamente quando ele mais precisar do povo. Hoje, pesquisas já mostram que perto de 20% das pessoas que votaram nele para presidente já se arrependeram.

Bolsonaro, ao lado dos filhos, vive em constante paranóia conspiracionista precisando, quase que diariamente, ser tutelado por meia dúzia de milicos que, após mais de 30 anos fora do governo, retornaram e estão gostando.

Que Bolsonaro saiba o que está fazendo pelo menos na área da saúde, porque, caso contrário, seu projeto político vai para as cucuias.

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