Moro explica a polêmica: “autorização para policiais matarem”

Pedro Ribeiro

 

Não é bem assim. Em Portugal, onde participa de fórum sobre Justiça e Segurança, o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, defendeu o pacote “anticrime” e aproveitou a oportunidade para esclarecer um ponto que ficou em dúvida perante a sociedade: autorização para policiais matarem. Ele revelou, “haver uma reclamação legítima das forças de segurança sobre a questão. Estamos apenas dando voz às suas demandas. Não se trata de licença para matar. E sempre será o juiz que vai decidir se o ocorrido é escusável ou não, pois as pessoas não são robots.”

Segundo Moro, o problema da criminalidade e da falta de segurança no Brasil não será resolvido apenas com leis anticrime, mas também com medidas sociais e urbanísticas. Dessa forma, reforçou a opinião dos que tem advertido o governo do presidente Bolsonaro para a importância da adoção de políticas públicas para atacar esses problemas na origem e não apenas com providências posteriores, o que sido a regra no pais.

Moro defendeu também a prisão em segunda instância, explicando que são milhares os recursos que chegam aos tribunais superiores sendo “impossível julgá-los com celeridade”. Dessa forma, a espera costuma ser longa, levando até a prescrição de alguns processos, mas “enquanto houver possibilidades de recursos, os tribunais poderão decretá-la”. Na platéia, atentos, o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e os ministros Alexandre Moraes e Gilmar Mendes, mas um famoso advogado de Brasília retirou-se para não ouvi-lo.


 

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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