Moro garante que não há risco à democracia brasileira e que os Estados Unidos podem apostar no Brasil

Pedro Ribeiro

 

Mais uma vez o juiz federal Sergio Moro deu lições de humildade ao receber, nos Estados Unidos, o prêmio Person of the Year, concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Em seu discurso, para mais de mil pessoas, Moro disse que quando recebeu o convite pensou se deveria aceitar porque não sabe se um juiz deve chamar este tipo de atenção. “Judiciário e juízes devem atuar com modéstia, de maneira cuidadosa e humilde”,

Para Moro, depois de refletir, pesou o fato de que receberia o prêmio da iniciativa privada e em reconhecimento ao trabalho de tantas outras pessoas que, segundo ele, atuam no combate à corrupção no Brasil. “Entendi que tinha um sentido importante. Presumo que este prêmio significa que o setor privado, em geral, apoia o movimento anticorrupção brasileiro e isso, com certeza, faz uma grande diferença.” (Estadão).
A iniciativa privada não precisa esperar uma mudança de comportamento de quem está no poder. “Você simplesmente diz não à tentativa de achaque. É claro que muitas vezes é extorsão mesmo, mas, ocasionalmente, é só um acordo criminal”, afirmou. Não há ganhos, na opinião de Moro, ao “se render à corrupção”. “Todos nós queremos um governo limpo, um mercado limpo”, observou.
Moro disse não ver “risco” para a democracia brasileira e afirmou que os Estados Unidos podem apostar no Brasil. “Apesar de dois impeachments presidenciais e um ex-presidente preso. não houve e não há sinais de ruptura democrática”, afirmou, em referência a Fernando Collor, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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