Moro não aliviará para ninguém. Não quer manchar sua biografia

Pedro Ribeiro


Em entrevista ao Fantástico Moro afirmou que não será candidato à Presidência da República mas não descartou possibilidade de assumir cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal

O futuro ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, reafirmou em entrevista ao Fantástico deste domingo que não assumirá papel de ministro com risco de comprometer sua biografia. Deixou claro que não aliviará para ninguém, ou seja, a justiça mé para todos e que se algum ministro do governo Bolsonaro pisar na bola em relação a atos ilícitos, deverá ser afastado, desde que a denúncia for consistente.

Moro esclareceu que aceitou o convite para assumir a pasta porque, assim, teria chance de implementar uma agenda anticorrupção e ampliar ainda mais as ações da Operação Lava Jato. “Acredito que o país vive um sentimento forte contra o sistema político que não agiu contra a corrupção”.

Explicou que combater o crime organizado deve se basear em investigações sólidas, isolamento de líderes e confisco de frutos dos crimes. “Este combate ao crime deve evitar confrontos armados”.

Disse considerar razoável a afirmação de que uma pessoa de 16 a 18 anos já tem compreensão de que é errado matar, portanto, a maioridade penal poderá ser reduzida.

Moro observou que há uma fantasia de que Lula foi excluído arbitrariamente das eleições. “O ex-presidente Lula está preso porque cometeu crime”, afirmou.

Nega que vá disputar Presidência da República

Sobre a possibilidade de sair candidato à Presidência da República daqui a quatro anos, Moro disse que não vai disputar a corrida pelo Palácio do Planalto.

“Não, isso eu tô te falando aqui, não vou ser. Eu não sou um político que minto. Desculpe. Com todo respeito aos políticos, mas, assim, bons e maus políticos. Existem maus políticos que faltam com a verdade. Eu não tô faltando com a verdade”, enfatizou.

Questionado sobre uma eventual indicação para uma cadeira no Supremo, Moro disse que, na opinião dele, é até “indelicado” falar sobre vaga no tribunal quando não existem vagas.”É uma perspectiva, uma possibilidade que se coloca no futuro, quando surgir uma vaga. Meu nome pode ser cogitado, como o nome de várias pessoas”, observou.

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal