Mortes no Rio. Para Mourão são “bandidos” e para Fachin foi “execução”

Pedro Ribeiro

hamilton mourão, vice-presidência, covid-19, covid, coronavírus, recuperação

Enquanto o vice-presidente Hamilton Mourão sustentava que “eram todos bandidos” os mortos na operação da Polícia na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma investigação sobre a operação contra traficantes de drogas por suspeitar de  indícios de “execução arbitrária” no episódio.

“Os fatos relatados parecem graves e, em um dos vídeos, há indícios de atos que, em tese, poderiam configurar execução arbitrária. Certo de que Vossa Excelência, como representante máximo de uma das mais prestigiadas instituições de nossa Constituição cidadã, adotará as providências devidas, solicito que mantenha este Relator informado das medidas tomadas e, eventualmente, da responsabilização dos envolvidos nos fatos”, escreveu Fachin, em ofício assinado na última quinta-feira.

Já o vice-presidente da República, general Hamilton Mouráo como “bandidos” os mortos na operação, mas não apresentou provas. “Tudo bandido! Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça de cima de uma laje. Lamentavelmente, essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sobre determinadas áreas e é um problema da cidade do Rio de Janeiro”, declarou ao chegar para despachar no Palácio do Planalto.

 

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="762694" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]