MST apoia ditadura da Venezuela

Pedro Ribeiro

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O MTS-Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tirou a máscara e se revelou de fato em sua identidade, a de ser apenas o braço de uma milícia rural pretensamente armada do Partido dos Trabalhadores do que uma organização social voltada à conquista da terra e da Reforma Agrária. Se aliou ao ditador mais odiado da atualidade no planeta, o bufão Nicolas Maduro, que usurpa o cargo de presidente da Venezuela e só não caiu ainda porque está protegido por uma quadrilha e por mercenários assassinos enquanto o povo morre de fome.

Quando seu principal líder, o agressivo e paranoico João Pedro Stédile, que comanda o MST desder seu surgimento, posa ao lado do tiranete da Venezuela ostentando uma bandeira com a foto do ex-presidente do Brasil e com a inscrição “Lula Preso Político”, como aconteceu na última quarta-feira em Caracas, não dá mais para ter dúvidas. Com este ato, ele como o principal líder dos supostos camponeses brasileiros, está emprestando seu apoio ao mais caricato bandido que governa o país vizinho. Para quem não toma coca-cola em protesto do que considera o Imperialismo Americano, o ato em si não é novidade, mas para o movimento que se diz em defesa da reforma agrária e conquista da terra, é uma demonstração de que não há muita diferenças entre ambos.

Durante muitos anos, nos governos do PT, o MST foi graciosamente financiado com dinheiro público e agiu impunemente, destruindo plantações e instalações de particulares e de empresas em áreas rurais pelo País, mamata que acabou agora com o novo governo. Agora que está passando dificuldades por não contar mais com o dinheiro do contribuinte, repassado aos milhões nestes anos todos, seu grande líder não faz mais questão de esconder a estupidez ideológica que sempre motivou os passos e os movimentos dessa gente, utilizando-se de pessoas humildes como massa de manobra para um objetivo que em nada tem a ver com a conquista da terra.

Quem não deve ter ficado satisfeito com o ato de Stédile, erguendo a bandeira com sua foto na assembleia Internacional dos Povos, nome pomposo para o evento acontecido em Caracas, deve ter sido o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto todo mundo quer ver esse tirano da Venezuela pagar pelo crime humanitário que comete, colocando seu povo para morrer de fome e de doenças, lá aparece a foto de Lula estampada na bandeira segurada pelos dois malucos. Imagina-se que, para quem pretende se passar como um grande líder humanitário como Lula, um coitado que está condenado apenas porque fez o bem ao povo, a imagem não deve ter lhe agradado muito neste momento.

Só falta agora o grande líder do MST tentar arranjar um espaço para compor a próxima comitiva que visitará o ex-presidente encarcerado para lhe contar os progressos e os avanços obtidos na grande assembleia internacional dos Povos, cuja sessão de abertura contou com a ilustre figura do tiranete venezuelano. Talvez ele também consiga explicar ao ex-presidente Lula os motivos pelos quais não se fez acompanhar até Caracas por Fernando Haddad, a presidente do PT, Gleisi Hoffmam e por parte do clero de febre devota, o teólogo Leonardo Boff e Frei Beto, todos grandes intelectuais dessa nossa esquerda prosaica.

Poderiam ter ido juntos. Caracas há alguns meses tem sido palco de gente maluca, uns a mais uns a menos não faria diferença nem a ausência desses ilustres faria com que a capital da Venezuela deixasse de ser o grande hospício do planeta na atualidade.

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.