Na crescente pandemia, Greca abre mão de profissionais da saúde

Pedro Ribeiro


Por Aroldo Murá

 

Em consulta na difícil página da transparência da Prefeitura de Curitiba é possível verificar as, no mínimos,  imorais disposições/empréstimos de servidores realizadas por Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

Chama muito a atenção dos contribuintes  que o Prefeito de Curitiba abra mão de profissionais da saúde em plena pandemia!

Vejamos a lista de servidores da Saúde  “emprestados” aos outros órgãos:

1.MÉDICA REJANE MARIA FERLIN matrícula nº 53523 que foi lotada na CÂMARA DE VEREADORES DE CURITIBA!

2.CIRURGIÃO DENTISTA RENATA,matrícula nº 55198, que foi emprestada para o TRIBUNAL DE CONTAS DO PARANÁ.

3.ENFERMEIRA MONICA FERREIRA CHAGAS LIMA, matrícula nº 30903 emprestada ao MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ.

4.MÉDICO VINICIUS AUGUSTO FILIPAK cedido ao ESTADO DO PARANÁ

5.MÉDICA WILMA LILIA DE CASTRO E SOUZA SILVA, matrícula 152.345  emprestada à COMPANHIA DE HABITAÇÃO DE CURITIBA GRECA, EXPLIQUE-SE

As perguntas que devem ser feitas  ao alcaide Rafael Valdomiro são as seguintes:

  1. a) Qual o interesse público do Município de Curitiba em  emprestar esses servidores da saúde em plena pandemia e falta de médicos em Curitiba?;
  2. b) Considerando que Câmara de Vereadores não é hospital e nem posto de saúde, qual o motivo de um servidor do executivo estar lotado na Câmara  de Curitiba  como médico? É razoável a Câmara ter esse privilégio enquanto profissionais da saúde faltam nas trincheiras da guerra contra a Covid? Qual o local de Lotação e expediente da servidora?;

DEVEM SER EXEMPLARES

  1. c) De igual forma, qual o motivo que Órgãos que deveriam dar o exemplo, tais como Ministério Público, Tribunal de Contas e o Estado do Paraná  requisitaram servidores da área da saúde em plena pandemia?;
  2. d) Qual o motivo de tirar uma médica do front da covid e colocá-la  em uma companhia de construção de casas ?;
  3. e) Qual a contrapartida política ? A imoralidade é a aposta mais imediata.

O que causa estranheza diante desse quadro todo é que tanto o Ministério Público, quanto o Tribunal de Contas receberam profissionais de saúde do município.

Esses Órgãos têm orçamentos gigantescos, seus membros têm bons salários,  nada justificando a permanência desses servidores em Órgãos burocráticos! Esses Órgãos beneficiados pelas transferências  atualmente trabalham em regime de home office e nada justifica essa cessões em um momento tão delicado.

Esta é a hora  em  que a saúde Curitibana mais necessita deles.

Como o alcaide continua com sua crescente loquaciidade, ampliada depois da eleição – e sequer diminuída  diante do aumento de mortes e internamento pela Covid em Curitiba -, espera-se que os beneficiados pronunciem-se.

Esta é a hora da verdade, cujos desdobramento ocorrerão no médio e longo prazos em cobranças do eleitor, um ser altamente fragilizado nestas horas.

 

Aroldo Murá é jornalista

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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