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Não existem mais debates

  Quem assistiu o “debate” na quinta-feira acabou perdendo a oportunidade de dormir um pouco mais. Nada..

Pedro Ribeiro - 01 de outubro de 2016, 08:10

 

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Quem assistiu o “debate” na quinta-feira acabou perdendo a oportunidade de dormir um pouco mais. Nada acrescentou, pelo contrário, o que vimos foi um festival de besteiras e promessas que, todos sabem, jamais serão cumpridas. Um modelo ultrapassado, onde, ao invés de haver um debate de contra-pontos, houve apenas levantamento de bolas.  E sempre as mesmas perguntas: saúde, educação, meio ambiente, segurança e mobilidade urbana.

O candidato Rafael Greca, por exemplo, não precisa mais ser prefeito de Curitiba, pois se limitava a falar de seu governo, de 20 anos atrás, afirmando: eu fiz...foi eu quem fiz...e aí por diante. Por mais que “apanhe” não muda o estilo arrogante, de professor de Deus.

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Requião Filho foi com um discurso de ataque ao governador Beto Richa para, quem sabe, convencer professores e funcionários públicos. Nada apresentou. Maria Victória tinha um script decorado e, também, tudo o que lhe era perguntado a primeira coisa que saia de sua boca era: isso será prioridade no meu governo. Pisou na bola na questão do meio ambiente, mas tem boas intenções em relação à educação. Ney Leprevost parece estar bem preparado, mas também pecou no excesso de obras a realizar, como trincheiras, viadutos... o que todos sabem, não há dinheiro para isso.

Gustavo Fruet, equilibrado, não fez grandes promessas, mas mostrou estar consciente do que Curitiba precisa e respondeu a todas as perguntas sem fazer o teatro de Rafael Greca. Tadeu Veneri quis defender o partido e acabou se enrolando.pedro.ribeiro