“Não sou louco”, diz Richa em sabatina e chama delator de criminoso

Pedro Ribeiro

Beto Richa, em sabatina na Gazeta do Povo, não baixou a guarda. Negou quaisquer irregularidades em seu governo e disse que está sendo vítima de uma onda de denuncismo. O ex-governador se referia às denúncias de caixa dois à campanha de 2014 onde, supostamente, seu ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo, teria negociado com a empreiteira Odebrecht em troca de R$ 2,5 milhões.
“Estive com ele [Deonilson], ele pediu um tempo para me explicar aquela conversa, as circunstâncias, porque houve…”, disse Richa. “Evidente que não gostei da gravação que ouvi”, acrescentou o governador que também negou qualquer envolvimento na Operação Quadro Negro que desviou R$ 20 milhões dos cofres públicos em obras de escolas públicas inacabadas.

Para Richa, que disputará uma vaga no Senado Federal, “estão querendo colocar todos os políticos em uma vala comum. É um desestímulo aos políticos de bem. Fico indignado de ver o meu nome comparado ao de um criminoso”. Quanto às denúncias do delator da Valor, Eduardo Lopes de Souza, que envolveu seus familiares, irmão e filho, retrucou e disse que jamais ficaria impassível diante de um esquema de corrupção relacionado à educação. O ex-governador também classificou o empreiteiro como “um criminoso (…). Ele é um criminoso e criminoso não pode ter fé pública”.

“Eu jamais compactuaria com dinheiro desviado de obras, ainda mais de escolas. Eu não sou louco”, afirmou. “Ele [Lopes de Souza] diz que ouviu dizer. Eu não conheço esse cidadão nem quero conhecer. É um criminoso”, acrescentou.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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