No atentado a Bolsonaro, a suspeita de ato terrorista

Pedro Ribeiro


 

O ataque ao candidato Jair Bolsonaro paralisou o país, com repercussão, também, nos principais jornais do mundo. Se o covardemente agredido vai tirar vantagens nas eleições com  este ato que está com cheiro de terrorismo (há um segundo suspeito, já preso), não importa.

O que preocupa é uma possível onda de violência não apenas por questões partidárias ou democráticas, mas pela situação econômica do país, com desemprego beirando aos 13 milhões de pessoas, além do alto índice de inadimplência dos brasileiros no mercado financeiro e no comércio.

O autor do atentado a facada cntra Bolsonaro,  servente de pedreiro Adelio Bispo de Oliveira é um ativista de esquerda e já foi filiado ao PSOL, partido dissidente do PT. Nos parece um cidadão articulado politicamente, pois é freqüentador das redes sociais e, em seu perfil no Facebook, pesquidado pelo Diário do Poder,  mostra preferências por  Lula, MST, PSOL, PSTU, Gleisi Hoffmann, sindicatos e páginas como “Marxismo-Leninismo” e “Coração Vermelho à Esquerda” e as seccionais regionais de movimentos e associações.

As preferências de Adelio Bispo de Oliveira estão expostas em mais de 200 páginas no Facebook com algum alinhamento esquerdista. Em suas fotos pessoais, Adelio de Oliveira aparece em manifestação no Rio de Janeiro a favor de Lula (“Lula Livre”) e contra Michel Temer. Estranhamente, entre as centenas de páginas de esquerda, também constam uma página do PSDB e páginas do partido Rede.

O que chama também a atenção para risco de escalada de violência, está na coluna de Fausto Macedo, do Estado. Segundo ele, três importantes entidades da classe de delegados federais e civis de São Paulo classificaram a facada no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) como um ‘ato de natureza terrorista’.

Em nota pública, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo declararam ”inadmissível que um candidato ao cargo mais importante do executivo nacional, o de presidente da República, seja alvo de um atentado inexplicável num país que vive sob o chamado Estado Democrático de Direito’.

Bolsonaro foi golpeado quando fazia campanha no centro de Juiz de Fora (MG) na tarde desta quinta, 6. A ponta da faca o atingiu no abdome. Adélio Bispo Oliveira, o agressor, foi preso em flagrante. O candidato passou por uma delicada cirurgia e está fora de perigo.

“Já passou o tempo em que nossa sociedade acolhia calada esse tipo de delito, um ato de natureza terrorista, que afronta os princípios mais básicos da democracia, regime que lutamos tanto para reconquistar, em 1985”, argumentam os delegados, em alusão ao período da repressão militar que se arrastou por 21 anos.

Para as três entidades da classe dos delegados ‘é inegociável a necessidade de que haja liberdade plena de expressão e de pensamento, principalmente, entre aqueles que disputam o cargo de presidente, que será responsável, pelos próximos quatro anos, pelo destino social e econômico de mais de 200 milhões de brasileiros’.

Os delegados pregam ‘total liberdade para que ideias sejam expostas, defendidas e escolhidas através do sufrágio universal, a fim de que as instituições permaneçam sólidas e demonstrem, de fato, a lisura do ato democrático em todas as suas nuances, a começar pela escolha do líder do executivo nacional’. (Fausto Macedo).

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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