No STF, a democracia foi salva por um voto

Pedro Ribeiro

LSN, STF é pressionado

A luta dos senadores paranaenses, Oriovisto Guimarães e Alvaro Dias, ambos do Podemos, para a não realização de reeleição na Câmara e no Senado foi vitoriosa. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na noite deste domingo barrar a possibilidade de os atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disputarem a reeleição na mesma legislatura.
A eleição para a presidência das suas casas que representam o Congresso Nacional está marcada para 1º de fevereiro de 2021.

Nos últimos dias, o STF sofreu ataques e críticas em relação ao julgamento, já que estava praticamente certo que Maia e Alcolumbre participariam do pleito e que provavelmente estariam reeleitos.

Por 6 a 5, o STF decidiu não dar permissão para a reeleição de Alcolumbre. No caso de Maia, a derrota foi ainda maior, com o placar de 7 a 4. A diferença nos dois resultados se dá por conta do voto do ministro Nunes Marques. Indicado ao tribunal pelo presidente Jair Bolsonaro, Nunes Marques optou por uma solução intermediária — a favor de Alcolumbre, mas contra Maia –, alinhado aos interesses do Palácio do Planalto, que aposta na candidatura de um dos líderes do Centrão, o deputado Arthur Lira (PP-AL), para a chefia da Câmara.

“As vezes a democracia é salva por um voto decisivo que faz a maioria. Me preocupa muito saber quem será o próximo indicado, por Jair Bolsonaro, para ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse Oriovisto Guimarães.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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