Novo modelo de pedágio penaliza setor do agronegócio

Pedro Ribeiro

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Nas audiências públicas realizadas pela Assembleia Legislativa sobre o novo modelo de pedágio que o governo federal quer implantar no Paraná, com a chamada outorga, as lideranças do setor produtivo têm se manifestado contrário e pedem que o governo do estado entre na discussão para mudar o modelo. Em todas as regiões, a queixa é de que as tarifas do pedágio também são muito altas. 

Parece que há unanimidade neste sentido e outra reivindicação é a de que as tarifas tenham preços menores. Os pedágios mais caros do Paraná estão no Norte Pioneiro. Na praça de Jataizinho, o preço chega a R$ 26,40. A tarifa na praça de Jacarezinho custa R$ 24,40.

Segundo os produtores rurais, os altos valores têm impactos profundos na produção agrícola da região, que influencia no desenvolvimento social e econômico dos municípios.

Em Cornélio Procópio, os representantes do agronegócio e da sociedade civil organizada de Cornélio Procópio se queixaram das altas taxas durante a audiência pública..

É unanimidade entre os participantes de que o modelo de leilão híbrido de outorga onerosa é prejudicial para a região. O prefeito de Cornélio Procópio e presidente da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (AMUNOP), Amin José Hannouche, explicou que a região foi penalizada durante 24 anos com os preços praticados na região. “A praça de Jataizinho, por exemplo, onera demais os cofres de quem luta para o desenvolvimento da região. O sofrimento é grande demais. Por isso, gostaríamos que a praça fosse extinta”, clamou.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal