O Brasil começa a discutir a educação básica do futuro

Pedro Ribeiro


Não é minha intenção – longe disso – fazer, aqui, propaganda comercial do conteúdo Brasil Paralelo, mas não posso me omitir em dizer que este é um dos projetos mais politicamente correto que conheci nos últimos 12 meses. Acompanho os vídeos e as discussões que trazem ao conhecimento da sociedade e, como seus próprios autores definem, sua real importância na busca pelo propósito de Transformar o Imaginário Popular brasileiro.

Em dezembro de 2017, o Brasil Paralelo deu mais um passo, levando seu conteúdo original a escolas de ensino fundamental e médio.

Todos os dias 53 milhões de jovens estão expostos  ao conteúdo e método de ensino determinados pelo MEC em todo Brasil. Isso só já justifica a missão o de levar a verdade sobre o Brasil  e sobre nossas origens para estes que são os cidadãos brasileiros do futuro.

Ao lado do Brasil Paralelo, relato também a proposta que está sendo discutida na Câmara dos Deputados de buscar fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica.

O projeto já foi aprovado – Lei 9165/17 – do Poder Executivo. Ele cria a Política de Inovação Educação Conectada, com o objetivo de apoiar as escolas na obtenção de acesso à internet de banda larga para uso pedagógico. A matéria será enviada ao Senado.

O texto foi aprovado e permite o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para instalação, ampliação ou atualização de redes de comunicação de voz e de dados, em especial o acesso à internet de alta velocidade em escolas públicas situadas em regiões de maior vulnerabilidade socioeconômica e baixo desempenho em indicadores educacionais.

A criação de uma política para universalizar o acesso à internet nas escolas públicas para o uso pedagógico está prevista no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14). Essa política será executada em articulação com outros programas apoiados técnica ou financeiramente pelo governo federal e destinados à inovação e à tecnologia na educação.

Um regulamento definirá as ações dessa política de inovação, que deverá compreender apoio às escolas para a elaboração de diagnósticos e planos locais destinados à inclusão da inovação tecnológica na prática pedagógica; apoio técnico e financeiro para contratação de serviço de acesso à internet; implantação de infraestrutura para distribuição do sinal da internet nas escolas; compra ou contratação de dispositivos eletrônicos; e compra de recursos educacionais digitais ou de suas licenças.

Também serão definidos outros aspectos, como oferta de cursos de formação de professores para o uso da tecnologia em sala de aula e de cursos de formação para os profissionais de educação; publicação dos parâmetros para a contratação do serviço de acesso à internet; referenciais técnicos sobre a infraestrutura interna para distribuição do sinal de internet nas escolas; parâmetros sobre dispositivos eletrônicos; e referenciais para o uso pedagógico da tecnologia.

Emendas das deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA) e Erika Kokay (PT-DF) explicitam que os materiais pedagógicos digitais gratuitos a serem ofertados às escolas serão preferencialmente abertos, de domínio público e licença livre. Sua elaboração deverá contar com a efetiva participação de profissionais da educação.A proposta lista como princípios dessa política de educação conectada a autonomia dos professores quanto à adoção da tecnologia para a educação; o estímulo ao protagonismo do aluno; o acesso à internet com qualidade e velocidade compatíveis; o amplo acesso aos recursos educacionais digitais de qualidade; e incentivos à formação dos professores e dos gestores em práticas pedagógicas com tecnologia e para uso de tecnologia.

Pelo Brasil Paralelo, que leva a discussão recheada de depoimentos e a iniciativa do Executivo Federal, começo a pensar ou imaginar, que há cheiro de mudanças na área da educação, o que é muito bom.

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal