O Brasil tem que se voltar para a área da educação senão não há salvação

Pedro Ribeiro


 

É preciso reduzir a miséria, o IDH, combater a corrupção, o crime organizado e os maus políticos que comandam o Congresso Nacional

 

O governo brasileiro e incluímos aí o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil, as ONGs palpiteiras e a própria oposição derrotada nas últimas eleições, precisam olhar para dentro, para o próprio umbigo para tentar resolver um dos maiores problemas da Nação: a educação e o Índice de Desenvolvimento Humano.

Dados divulgados pelas Nações Unidas nos envergonham. Pelo segundo ano consecutivo o Brasil ficou estagnado no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, que mede o bem-estar da população considerando indicadores de saúde, escolaridade e renda. Em 2017 o Brasil se manteve na 79ª posição, logo atrás da Venezuela, dentre um conjunto de 189 economias.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro é de 0,759. Pelo critério da ONU, quanto mais perto de 1, maior é o desenvolvimento humano.

O governo deve focar nisso e a população, em especial os ditos intelectuais da ala esquerdista, precisam encontrar solução para resolver esses problemas e deixar de lado, pelo menos no momento, questões como a postura do juiz Sergio Moro em aceitar o Ministério da Justiça, retaliações do Congresso Nacional por parte dos que perderam a eleição. Isso só piora as coisas.

Artigo do professor Percival Puggina coloca o dedo na ferida ao mostrar como o nosso país está esfacelado em praticamente todos os quesitos. De segurança pública a miséria, estamos em um emaranhado de problemas que dificilmente serão resolvidos em um ou dois governos, sejam de esquerda ou direito. O que precisa é conscientização de todos, dos órgãos que comandam a Nação ao povo em geral.

Vejam o que escreveu Puggina:

 

Insegurança generalizada, permanentes riscos de lesão física e patrimonial, indisciplina nos colégios, baixíssimo rendimento escolar, desrespeito a pais e professores, promiscuidade, gravidez na adolescência, drogas, falta de referências morais e perda da noção de limites, corrupção em variados níveis e modos… Como tudo isso pode acontecer em tão curto espaço de tempo, no espaço de tempo de uma geração, da minha geração? Quando nasci, o Brasil não era assim e pude observar a degradação da sociedade brasileira, saindo praticamente do ponto zero, chegar ao quadro atual. Cavalheiros e damas dos anos 30, 40, 50! Nós vimos o Brasil ir assumindo essa face sinistra.

Não se diga que é tudo fruto do acaso. De fatalidades e coincidências. O caos tem seus responsáveis! Exatamente porque a tudo assisti, sei como tudo começou, mediante a propagação de ideias erradas, perversas, desorientadoras! Muitas delas hoje quebram pratos revoltadas com a vitória de Jair Bolsonaro, consagrado nas urnas por afirmar enunciados conservadores.

Terrível audácia, a desse sujeito que ousa falar em Deus mais de uma vez no mesmo discurso! Tipo repulsivo esse que fala em autoridade, em respeito aos mais velhos, em responsabilidade, em combater a impunidade e prender bandidos. Em proteger a inocência infantil e a instituição familiar. Sujeito impertinente esse que quer estudante estudando e professor ensinando, que não vai legalizar drogas e não confunde liberdade com libertinagem.

É tudo relação de causa e efeito! O caos que se instalou na sociedade brasileira resulta de uma série de estratégias políticas revolucionárias que relativizam o bem e a verdade porque precisam disso para prosperar. São estratégias viabilizadas por professores que, enquanto nada ensinam, cultivam a rebeldia adolescente ao ponto de ruptura com as referências familiares e, de lambuja, promovem a imagem “missionária” de Che Guevara. São estratégias que, quanto mais criticas faziam à TV Globo, mais se valiam dos desarranjos morais promovidos em suas novelas para produzir uma geração de pais irresponsáveis, moderninhos, “progressistas”. São estratégias que precisam da CNBB, dos padres de passeata, da teologia da libertação e de suas más parcerias para a incrível esterilização voluntária da missão evangelizadora da Igreja e de tantos educandários católicos. Tudo isso é o avesso do que a sociedade precisa para seu desenvolvimento econômico, para a efetiva harmonia social, para o efetivo pluralismo e para a efetiva superação de preconceitos.

Sem dúvida, o melhor sinal no horizonte deste ano que já vai terminando foi o renascimento de um conservadorismo ainda embrionário, buscando modo, voz e expressão. Parcela significativa da sociedade percebeu, finalmente, as relações de causa e efeito entre ideias e estilos de vida propagados entre nós e o estrago que acabaram produzindo. A permissividade geral nos trouxe a este ponto. Os que criaram o caos social constrangendo toda divergência, agora se agitam para defendê-lo nos jornais, microfones e telinhas de sempre.

 

* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal